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terça-feira, 29 de maio de 2018


3. MOVIMENTOS DE CONTESTAÇÃO À SOCIEDADE: 1960-1980


                                   50 AOS 70, GERAÇÕES DE JOVENS

Canção

O peso do mundo 
         é o amor. 
Sob o fardo 
       da solidão, 
sob o fardo 
      da insatisfação 
 
       o peso 
o peso que carregamos 
        é o amor. 
 
Quem poderia negá-lo? 
          Em sonhos 
nos toca 
      o corpo, 
em pensamentos 
        constrói 
um milagre, 
         na imaginação 
aflige-se 
         até tornar-se 
humano - 
 
sai para fora do coração 
         ardendo de pureza - 
 
pois o fardo da vida 
          é o amor, 
 
mas nós carregamos o peso 
           cansados 
e assim temos que descansar 
nos braços do amor 
          finalmente 
temos que descansar nos braços 
           do amor. 
 

Nenhum descanso 
        sem amor, 
nenhum sono 
        sem sonhos 
de amor - 
           quer esteja eu louco ou frio, 
obcecado por anjos 
           ou por máquinas, 
o último desejo 
          é o amor 
- não pode ser amargo 
         não pode ser negado 
não pode ser contigo 
           quando negado: 
 
o peso é demasiado 
          - deve dar-se 
sem nada de volta 
         assim como o pensamento 
é dado 
         na solidão 
em toda a excelência 
         do seu excesso. 
 
Os corpos quentes 
          brilham juntos 
na escuridão, 
          a mão se move 
para o centro 
        da carne, 
a pele treme 
          na felicidade 
e a alma sobe 
         feliz até o olho - 
 
sim, sim, 
           é isso que 
eu queria, 
          eu sempre quis, 
eu sempre quis 
         voltar 
ao corpo 
         em que nasci.
                                                                      Allen Ginsberg, in Uivo, L&PM.1984,



TRANSFORMAÇÕES DOMUNDO CONTEMPORÂNEO DOCUMETOS ESCRITOS
“Era uma vez um rapaz que cresceu numa cidade americana qualquer (…)  durante os anos 50; por volta dos 15 anos começou a duvidar do sentido de tudo em geral e a contestar os pais; lá em casa, odiava aquela vida convencional deles, igual à dos vizinhos. O rapaz revoltou-se, era contra aquilo, pais, vizinhos, governo e escola, e sendo americano teve oportunidade de viver o “ Summer of Love” (1967), de protestar contra a guerra do Vietname, de declamar Ginsberg, de ouvir “acid rock” (ou os Grateful Dead em especial?). Mais tarde, rapou todo o cabelo, embrulhou-se nuns panos de açafrão e tornou-se “Krishna”.
Este rapaz pertenceu à primeira “geração” de jovens: nos anos 60, os jovens multiplicaram-se (explosão demográfica), tiveram algum poder económico e por isso uma cultura própria com consumos próprios (discos, filmes, roupas, livros, etc.). “



  1. Caracteriza a geração dos anos 50 nos E. U. A.


Se este rapaz tivesse vivido na Europa, teria sido “hippie” na mesma, mas com objectivos diferentes: ir a São Francisco e à Índia. A seguir, em vez de ser “Krishna”, teria sido uma espécie de “hippie” de esquerda e teria como referência fundamental Maio de 68.
Em 1969, houve Woodstock e a Times escreveu que “ficará na História como um dos acontecimentos políticos e sociológicos mais significativos da época”. Entre todas as causas, uma unia – harmoniosamente – os que protestavam: a guerra do Vietname. Pouco depois, houve uma frase célebre, gritada na ilha de Wight: “Vocês são uma geração abençoada.” A“geração” dos anos 60.”




2.Caracteriza a geração dos anos 60 na Europa



https://www.youtube.com/watch?v=_Fe0UcS2uFw


       The Doors, Summer´s Almost Godoorsne



Nos anos 70, a “geração”parecia menos abençoada e mais amaldiçoada. Jim Morrison gritava “Summer is almost gone”.
A partir da segunda metade dos anos 70, a “geração punk” aprende, com a falência dos modelos em que os outros tinham acreditado e ajudada pela crise económica, a dizer “no future” (nos anos 50 os jovens queriam construir a sociedade e nos anos 60 mudá-la; a segunda metade dos anos 70 caracteriza-se por uma desolação generalizada, que se sucede ao optimismo).
Foi nessa época que os jovens repararam que o mundo, percebido de outra maneira porque os meios tecnológicos eram outros, afinal era complexo e violento, e o futuro incerto.” Público, 15 de Outubro de 1989

3.Que modificação existiu na geração dos anos 70, relativamente às anteriores?


Os anos 60 marcaram a rutura com os anos 50 influenciados pelo American way of life.

•Nos anos 60, houve nos estados unidos uma explosão de movimentos sociais que tinham como principal objetivo a conquista de direitos civis, mostrando que o descontentamento ainda existia dentro  do país ao contrario do que pensavam alguns intelectuais dos anos 50 influenciados pelo American way of life;
• E além dos conflitos internos, essa época é marcada por desafios enfrentados pelos políticos para a consolidação de sua política imperialista e anticomunista no mundo, muitas vezes com sucesso, mas outras um um verdadeiro falahnçp como  é o caso de Cuba e Vietname;
• Por esses motivos os anos 60 é chamado de a “longa década”.

É marcado pelo governo John F. Kennedy (1960-1963), muito popular nos EUA, por ser considerado a “esperança liberal”,
tornando-se uma espécie de mártir,, após o seu assassinato que fez esquecer a sua  forte política anti-comunista.
Seguiu-se o presidente Lyndon B. Johnson (1963-1968) muito empenhado em reformas sociais e económicas que
contribuíram para a redução da pobreza de 21% da população em 1959, para 12% em 1969, conseguindo um grande crescimento económico.

4.Indica os factos contestados pela geração de 60.


“Nos E. U. A. foi marcado foi marcado por movimentos por direitos civis com destaque para o Movimento Negro
• A vida dos negro americanos, após a segunda guerra era caracterizada por segregações, violência, desemprego e pobreza. Esta situação deu origem à organização dos negros já durante a 1º metade do século, mas as condições dos anos 50 e 60 propiciaram um movimento em massa.
• Os Negros do norte e do sul, construíram o “movimento por direitos civis”, que começou por chamar a atenção dos através da organização de protestos. Neste contexto surge o grande orador Martin Luther King Junior que fundou a conferencia de liderança cristã em 1957, baseado na ideia de “desobediência civil”. (resistência pacifica).
• Graças a várias conquistas contra a segregação, universitários negros sentiram-se estimulados a agir, ampliando a área de livre locomoção dos negros ( universidades, escolas, cinemas, restaurantes, rodoviárias, etc).
• Em abril de 1963, Luther King organizou uma série de protestos não violentos em Birmingham, Alabama que foram combatidos pela polícia e filmadas pela  televisão, A cobertura desse ataque chocou a população americana.
• Em agosto de 1963, houve a Marcha para Washington, com 200 mil manifestantes para ouvir o discurso “ I have a dream”, “Eu tenho um sonho”. 
• Esta situação levou à intervenção do governo.
• De acordo com a opinião geral americana os presidentes Kennedy e Johson, bem como o FBI e a policia federal eram simpáticos à luta anti-racista: No entanto Kennedy só relutantemente dava ajuda federal para proteger ativistas no sul e quando o fazia a intervenção era tardia e as forças insuficientes.
• O chefe do FBI J. Edgar Hoover, colocou o telefones de Luter King sob escuta clandestina além de lhe enviar uma carta anónima sugerindo suicídio.
• Pressionado Johnson estabeleceu vários atos legislativos entre 1964-1967 que proibiam a discriminação em vários setores públicos e privados.
• A partir desse ponto o fim da pobreza entre os negros passou a ser o principal objetivo do movimento.
• Ocorreram entre 1963-1968, 341 motins urbanos negros em 265 cidades, onde foram mortas pela policia 221 pessoas,
• Numa 2ª fase, o Movimento Negro  ampliou o seu discurso criticando além da discriminação, a exploração económica e a política internacional norte-americana. Desta forma, nos últimos anos de vida, Luther King radicalizou o seu discurso, exigindo a transformação social a par da mudança económica,.
Acabou assassinado em 1968 na cidade de Menphis durante uma greve operária negra.”



5. Indicas as razões de luta de Martin Luther King

6. Regista os acontecimentos mais marcantes do Movimento Negro

• O movimento dos muçulmanos negros,  movimento político religioso pregava ideais de auto-ajuda e separatismo, Malcom X chegou a ser líder deste movimento. Defendia a auto-defesa armada contra a violência racista, além de defender a valorização das tradições afro-americanas e o apoio a movimentos revolucionários no 3º mundo.
Chegou a criar uma organização rival, a Muslim Mosque Inc. Cria  que a irmandade entre brancos e negros era possível. Em fevereiro de 1965, foi assassinado em Nova York, num episódio até hoje não totalmente esclarecido.

• As suas ideias fizeram surgir diversos movimentos “Black Power” na segunda metade da década.  O mais famoso foi o Partido dos Panteras Negras, fundado por universitários negros na Califórnia em 1968 e  apelando para a autodefesa armada. Tornaram-se populares  nos bairros negros com a sua propaganda militante de orgulho negro e os seus programas de assistência social. A organização foi esmagada brutalmente entra 1969 e 1971 pelo FBI.

Estas lutas, no entanto, permitiram acabar com as políticas segregacionistas, a classe média negra pode expandir-se, mas os negros permaneceram desproporcionalmente mais pobres do que os brancos.

7.Aponta outros movimentos que defendiam os direitos dos negros



O movimento hippie

https://www.youtube.com/watch?v=7I0vkKy504U


 San Francisco - Scott McKenzie
         

O movimento e cultura hippie nasceu e teve o seu maior desenvolvimento nos EUA. Foi um movimento de uma juventude rica e escolarizada que recusava a injustiças e desigualdades da sociedade americana, nomeadamente a segregação racial. Desconfiava do poder económico-militar e defendia os valores da natureza.
Na sua expressão mais radical, os jovens hippies abandonavam o conforto dos lares paternos e rumavam para as cidades, principalmente S. Francisco, para aí viver em comunidade com outros hippies; noutros casos estabeleceram-se em comunas rurais.
Dois valores defendidos eram a "paz" e o "amor". Opunham-se a todas as guerras, incluindo a que o seu próprio país travava no Vietname. Defendiam o "amor livre", quer no sentido de "amar o próximo", quer no de praticar uma actividade sexual bastante libertária. Podia-se partilhar tudo, desde a comida aos companheiros. A palavra de ordem que melhor resume este sentimento foi a famosa "Make Love Not War".
Os hippies apreciavam a "filosofia oriental", o que significava alguns aspectos da religião hindu misturada com doutrina da "não violência" de Gandi.
O movimento e cultura hippie nasceu e teve o seu maior desenvolvimento nos EUA. Foi um movimento de uma juventude rica e escolarizada que recusava a injustiças e desigualdades da sociedade americana, nomeadamente a segregação racial. Desconfiava do poder económico-militar e defendia os valores da natureza.
Na sua expressão mais radical, os jovens hippies abandonavam o conforto dos lares paternos e rumavam para as cidades, principalmente S. Francisco, para aí viver em comunidade com outros hippies; noutros casos estabeleceram-se em comunas rurais.
Dois valores defendidos eram a "paz" e o "amor". Opunham-se a todas as guerras, incluindo a que o seu próprio país travava no Vietname. Defendiam o "amor livre", quer no sentido de "amar o próximo", quer no de praticar uma actividade sexual bastante libertária. Podia-se partilhar tudo, desde a comida aos companheiros. A palavra de ordem que melhor resume este sentimento foi a famosa "Make Love Not War".
Os hippies apreciavam a "filosofia oriental", o que significava alguns aspectos da religião hindu misturada com doutrina da "não violência" de Gandi.
A música teve um papel muito importante no desenvolvimento da cultura hippie. Inicialmente foi nas fileiras da "folk music" que as ideias de contestatárias começaram a tomar forma. A América tinha uma grande tradição de cantores contestatários, como Woody Guthrie, o qual, durante a Grande Depressão dos anos 30 tinha percorrido a américa profunda cantando canções de protesto e de apelo à luta sindical. Na nova geração esta corrente contestatária foi prosseguida por cantores como Pete Seeger, Joan Baez e Bob Dylan
Festivais e música, como o Festival de Newport, atraía muitos jovens que procuravam não só o divertimento musical mas igualmente o debate de ideias. Estes Festivais começaram a crescer em dimensão e chegaram a ser proibidos em alguns sítios.
Bob Dylan, um jovem cantor do Midwest americano, com cara de miudo, compôs a canção "Blowing in the wind", que viria a ser considerada como um dos hinos do movimento contestatário. Anos mais tarde o próprio Dylan admitiria que a música era apenas uma adaptação de uma balada irlandesa, mas as palavras sintetizavam poderosamente o sentimento contestatário da época:
How many roads must a man walk down / Before you call him a man?
Yes, 'n' how many seas must a white dove sail / Before she sleeps in the sand?
Yes, 'n' how many times must the cannon balls fly / Before they're forever banned?

A resposta, dada no refrão, era ao mesmo tempo ingénua e convincente:
The answer, my friend, is blowin' in the wind
Querendo dizer que as justiças eram evidentes para todos e que todos acabariam por ter consciência delas. Esse era o sentimento da época: havia demasiadas injustiças, mas em breve todos o compreenderiam.
Também o uso de drogas começou a acompanhar a cultura hippie. (…) A inovação da tecnologia,que se espelhava na industria química e farmaceutica, haveria de ajudar a desenvolver o consumo de drogas, tanto mais que algumas foram inicialmente consideradas como "inofensivas". 



8.Descreve os principais princípios do movimento hippie


Outros movimentos sociais.

• O movimento da nova esquerda é formada por uma variedade de movimentos sociais dos anos 60, caracterizada pela valorização da juventude. Punha a tónica  no combate à hipocrisia e a alienação da sociedade americana. Preocupava-se com a miséria económica e defendia o derrube do capitalismo.  
Teve como principais ações a luta contra a guerra do Vietname, pelos direitos estudantis nas universidades e por maior liberdade individual na vida quootidiana.

•O movimento feminista e movimento contra a discriminação sexual.
• Apesar das mulheres representarem 40% da mão-de-obra em 1970 ainda sofriam descriminação no emprego, na família e na sociedade, As suas conquistas mais importantes foram a proibição da discriminação sexual no emprego e legalização do aborto.
• No seguimento dessas vitórias Grupos de gays e lésbicas organizaram-se em movimentos para a “libertação gay”.
• O movimento ambientalista Greenpeace surge em 1971.


9.Nomeia outros movimentos contestatários


10.  Completa , o seguinte texto com as opções:

- celebração
- hippie
- contestação
- consumo
- sociais


Completa corretamente a frase: 
      Na década  de 1960, deesnvolveu-se entre a juventude um clima de ___________ contra a socidade de ____________, as desigualdades ______________ e a desumanidade da guerra, através dos movimentos estudantis e do movimento ____________ .






Os EUA no contexto pós-guerra –


Os EUA no contexto pós-guerra – p. 148

1.       Sublinha no texto as ideias principais.

A  partir da 2º guerra Mundial até aos anos 70 do século XX, a economia dos E. U. A. foi objeto de um grande crescimento. Chamou-se a esta época “Trinta gloriosos”. Esta expressão foi usada por Jean Fourastié, O capitalismo emergiu dos escombros da guerra e atingiu o seu auge. Entre 1945 e 1973, [i]a produção mundial mais do que triplicou. As economias cresceram de forma contínua, sem períodos de crise. As taxas de crescimento especialmente altas de certos países, como a RFA, a França, o Japão, surpreenderam os analistas, que começaram a referir-se-lhes como “milagre económico”. Estes cerca de 30 anos de uma prosperidade material sem precedentes ficaram na História como os “Trinta Gloriosos”. 
2.       Define o conceito de “trinta gloriosos”.


3.       O desenvolvimento dos E. U. A, deveu-se:
·              À aceleração do progresso tecnológico, que atingiu todos os sectores;
·              À utilização do recurso ao petróleo como matéria energética por excelência, em detrimento do carvão;
·              Ao aumento da concentração industrial e do número de multinacionais;
·              À modernização da agricultura;
·              Ao aumento significativo da população activa. Este ocorreu graças à conjugação entre o aumento na mão-de-obra feminina, ao baby-boom (1940 e 1960), e à imigração de trabalhadores oriundos de países menos desenvolvidos.
Para além de mais numerosa, a mão-de-obra tornou-se também mais qualificada; graças ao prolongamento da escolaridade obrigatória.
As políticas sociais de John Kenendy (1960)- 1963) e Lyndon Johson ( 1964-1968) procuraram diminuir as diferenças sociais., incidindo em medidas como o salário mínimo, o subsídio de desemprego e a assistência médica.
Este bem estar económico e social foi divulgado pelo cinema, televisão e literatura e passou a ser conhecido pelo “american way of life”
·              O crescimento do sector terciário.
·               Liberdade económica facilitadora da ação  dos empresários
A mestria da classe empresarial e política permitiu que os E. U.A., ao longo do século XX, expandissem as suas atividades económicas a outros países, ultrapassando a influência da Europa.
O mercado estrangeiro passou a ser o palco principal da atividade económica dos E. U. A. num período que convidava à inovação com base em novas tecnologias que revolucionaram as condições de vida das pessoas. Computadores, centrais nucleares, satélites, transístores, circuitos integrados, entre outros.

4.       Diz o que entendes por “baby  boom”


5.       Define o conceito “american way of life “.


6.       Explica as razões da prosperidade americana no pós guerra




O efeito mais evidente dos Trinta Gloriosos foi a generalização do conforto material. A sociedade de consumo transformou os lares e o estilo de vida da maioria da população dos países capitalistas.
Nesta sociedade de abundância, o cidadão comum é permanentemente estimulado a despender mais do que o necessário. Multiplicam-se os grandes espaços comerciais, verdadeiros santuários do consumo, onde os objectos, estrategicamente dispostos, se encontram ao alcance da mão do potencial comprador. Uma publicidade bem orquestrada lembra as pequenas e grandes maravilhas a que todos “têm direito” e que as vendas a crédito permitem adquirir.
O consumismo instala-se duradouramente e torna-se o emblema das economias capitalistas da segunda metade do século XX.

1.   Explica por palavras tuas em que consiste a sociedade de consumo.

2.   Escreve um comentário pessoal em que refiras os efeitos deste tipo de sociedade sobre os indivíduos em particular.

RECUSA DA DOMINAÇÃO EUROPEIA: OS MOVIMENTOS DE INDEPENDÊNCIA



O processo de independência e consequente descolonização dos povos africanos precipitou-se se e após o fim da Segunda Guerra Mundial: o triunfo da liberdade sobre a tirania inspirou diversos  povos subjugados tomarem nas suas mãos o destino das suas nações. Por outro lado, as metrópoles europeias encontravam-se numa fase de profunda fragilidade que marcou o pós- guerra na Europa Ocidental. Mas se essa fragilidade impedia um controlo político militar total das colónias, tornava-as economicamente mais valiosas que nunca.
Não se pode falar de uma descolonização, visto este processo ser heterogéneo e apresentar particularidades próprias de região para região. As próprias práticas de ocupação tinham sido diferentes. Regiões como Índia ou o Sudoeste Asiático, que apresentavam, já antes da colonização uma civilização avançada, uma descolonização muito mais pacífica e estável que as regiões da África ofereciam subsariana, que praticavam, aquando da sua ocupação, uma organização tribal. Houve também ocupações de carácter administrativo e de exploração de recursos económicos, protetorados, como era o caso de Marrocos, e países com um povoamento de tal forma enraizado que as minorias aí fixadas os consideravam a sua verdadeira  pátria , o que levantava novas e sérias questões. Após a independência da Índia, em 1947, todo o mundo colonizado – um quinto do Globo - agitou- se em lutas de libertação em relação às metrópoles. E em relativamente pouco tempo as independências e descolonizações precipitaram-se um pouco por toda a parte. Esta primeira fase,
marcada pela índia/Paquistão, é a mais organizada, existindo já uma forte elite autóctone pronta a assumir as rédeas da governação, apesar de existirem graves conflitos internos de carácter religioso.
Ainda em 1947 emergiram graves confrontos em Madagáscar, marcados por uma sangrenta repressão francesa. Em 1948 a Birmânia tornou-se independente do Reino Unido, bem como o Sri Lanka (na denominado Ceilão) e o Estado de Israel. Em 1949 é a vez do reino hachemita da Jordânia e da Indonésia, esta em relação aos países Baixos. (…) A década de 50 foi marcada por profunda ebulição em todo de África e no Oriente, em 1951, a Líbia tornou-se independente da Itália e, em 54, a Indochina, como o Camboja, o Laos e o Vietname, antigos protetorados franceses. Em
1956, o Egito e o Sudão tornam-se independentes do Reino Unido e a Tunísia e Marrocos da França
(…) 1957 foi o ano da independência do Gana, face ao reino Unido pela mão do carismático Nkrumah, tornando-se no primeiro país da África Negra a obter a liberdade. Em 1958, De Gaulle visitou as colónias francesas em África e acabou por conceder a liberdade a algumas.
A partir de 1960 outros se seguiram, em menos de três anos, 25 países celebraram a sua libertação com o recuo da França, da Grã-Bretanha e da Bélgica. O Quénia inglês e o Congo belga iniciaram ainda nesta ano as negociações; o Senegal, a Mauritânia, a República Centro Africana, o
Chade, o Togo, a Nigéria, Madagáscar e o Congo
conquistaram a sua independência. Em 1961, foi a vez dos Camarões e da Costa do Marfim franceses, bem como da Serra Leoa, Tanganica e Tanzânia ingleses. A Argélia francesa, depois de um sangrento, conflito, é um Estado soberano em 1962, bem como o Ruanda, o Uganda e o Burundi. O Quénia e a Malásia britânicos, na sequência de ferozes conflitos emanciparam-se, em 1963 e em 1964, o Mali, a Zâmbia, a Guiné Equatorial, Malta e o Malawi (Rodésia do Norte). A República Popular do Iémen do Sul tornou-se independente em 1967 e as Ilhas Maurícias em1968. Em 1969 celebrou- se o Festival pan africano  em Argel  e assistiu-se à  independência da Somália britânica.
Os anos 70 foram marcados pelas independências dos últimos redutos coloniais na África negra das possessões portuguesas. Em 1974, na sequência da Revolução do 25 de Abril em Portugal, a Guiné obtem a independência; Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Cabo Verde seguem as pisadas rumo à  liberdade em 1975. Foi também em 75 e 76 que se assistiu à retirada espanhola do Sara.
A última colónia portuguesa – Timor Leste foi invadida e anexada pela República da Indonésia em 1976.Viria a tornar-se independente em 2002.

Descolonizações Tumultuosas em África. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. 
[Consult. 2012-05-04].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$descolonizacoes-tumultuosas-em-africa>.


quarta-feira, 25 de abril de 2018

REVISÕES PARA A PROVA GLOBAL


O mundo muçulmano em expansão
-a ocupação muçulmana e a resistência cristã na Península Ibérica
-a formação de Portugal num contexto de Reconquista cristã

Em 711, os muçulmanos vindos do norte de África,  invadiram a Península Ibérica, fazendo com que os cristãos se refuguem na região das Astúrias e dos Pirenéus. A partir daí, chefiados por Pelágio, iniciam o movimento da reconquista cristã para recuperarem o território perdido.
O movimento da Reconquista foi lento e difícil, já que teve muitos avanços e recuos. Contou com o apoio da Santa Sé e de alguns reinos cristãos da Europa. Os cruzados, nobres cavaleiros  vindos destes reinos e os monges da ordem de Cluny prestaram preciosa ajuda.
No seu avanço para sul, a reconquista deu origem aos reinos de: Leão, Castela, Navarra e Aragão.
Depois da derrota dos cristãos na batalha de Zalaca, em 1086, o rei de Leão e Castela Afonso VI pediu a ajuda papal que lhe enviou alguns cavaleiros entre os quais os nobres cruzados franceses, D. Raimundo e D. Henrique. Os cavaleiros D. Raimundo e D. Henrique foram uma preciosa ajuda no movimento da Reconquista Cristã.  A este último, D. Afonso VI concedeu a sua filha ilegítima D. Teresa e o Condado Portucalense, delimitado a norte pelos rios Minho, a oriente pelo Douro e a sul pelo Mondego; a D. Raimundo concedeu a filha D. Urraca e o reino da Galiza.
D. Henrique, além de alargar o território para sul,  cumpriu sempre o seu dever de vassalagem para com Afonso VI. No entanto, quando faleceu, a esposa, D. Teresa aliou-se ao nobre galego Fernão Peres de Trava. Face ao perigo de Portugal se anexar à Galiza, Afonso Henriques, filho de D. Teresa e de D. Henrique e outros nobres portucalenses lutaram contra o exército de D. Teresa, vindo a derrota-lo na Batalha de S. Mamede, em 1128.
Continuando a conquistar terras para sul, lutou pela independência do condado Portucalense face ao reino de Leão e Castela. Nessa linha de ideias, deixou de cumprir com a vassalagem e fidelidade devida ao seu primo Afonso VII. Ao mesmo tempo, recupera várias regiões para sul como Lisboa e Santarém.
Uma batalha decisiva neste processo foi a de Ourique contra os muçulmanos, em 1139. Após esta vitória, Afonso Henriques passa a usar o título de rei.
Em 1143, pelo Tratado de Zamora, Afonso VII, reconhece, Portugal reino e D. Afonso Henriques, rei de Portugal. O Papa só o fez em 1179, através da Bula Manifestis Probatum.
No entanto, a definição das fronteiras de Portugal só foi reconhecida pelo tratado de Alcanises, em 1297, no reinado de D. Dinis.

Renascimento, Reforma e Contrarreforma
O que se entende por Renascimento

Nos séculos XV e XVI verificou-se, na Europa, um movimento cultural e artístico que ficou conhecido por Renascimento. Foi assim designado devido ao interesse pelo «renascer» da cultura greco-latina / clássica.
Uma das suas características foi o Humanismo, marcado pela valorização do Homem e das suas capacidades. O espírito crítico,, atribuindo grande valor à Razão, permitiu progressos no conhecimento do Mundo e do Homem. A valorização    da    experiência   abriu   caminho   a   muitas   descobertas,   como  foi   exemplo o heliocentrismo, teoria defendida por Copérnico.
A obediência aos modelos clássicos, princípio designado por classicismo, valorizou a Antiguidade Clássica, revivendo na literatura e na arte, as formas e os modelos clássicos. A procura de viver intensamente a vida terrena, com um grande desejo de fama e glória refletiu-se, também, como uma das características da «nova mentalidade» do Homem renascentista, conhecida por individualismo.


     O que é um Mecenas?
Um mecenas é uma pessoa abastada que tem uma atitude de protecção para com artistas e sábios, com vista à promoção das artes e das letras. Um bom exemplo de um mecenas do Renascimento foi Lourenço de Médicis.


    Educação Medieval – Educação Renascentista
Na Idade Média, defende-se o ideal de cavaleiro, no Renascimento privilegia-se os estudos diversos e amplos, (Latim; grego; História; Geografia; Gramática; Esgrima; Dança; Música) bem como as experiências capazes de contribuir para o ideal humanista como viagens; contactos com outros estudiosos e dissecações).

O ideal humanista pressupunha que o homem se deveria interessar por todas as coisas, estudá-las e viajar para melhor conhecer o mundo, observar e experimentar para através do seu espírito crítico reformular o conhecimentos tal como ele existia até ali.

Humanista é uma pessoa que se interessa por tudo o que é humano: as línguas antigas; a geografia a história; a gramática; a arte de bem falar; a ciência, as artes, bem como desportos como a equitação e a esgrima. 


Humanistas:

Francisco Petrarca; Juan Boccaccio; Lourenço de Médicis; Erasmo de Roterdão; Thomas Morus; Miguel Cervantes ; Leonardo da Vinci, Luís de Camões; Shakespeare; Copérnico; Galileu e Garcia de Orta, entre outros.

De que forma os descobrimentos portugueses contribuíram para a mentalidade característica do Renascimento.

 Garcia de Orta pensa que os portugueses com as suas viagens de expansão, ao conhecer melhor o mundo, a sua fauna e a sua flora, revolucionaram mais o saber do que os romanos através dos seus estudos.

Também, os Portugueses através das viagens marítimas levadas a cabo puseram em causa os conhecimentos de sábios como Ptolomeu, já que demonstraram através da sua experiência que o mundo é muito maior do que se pensava; que o mar não fervia no equador, com se chegara a pensar; aperfeiçoaram o contorno dos continentes; viram que os outros continentes eram habitadas por pessoas com características físicas semelhantes às europeias e não por monstros; descobriram plantas com interesse medicinal e que o mundo era redondo. Contribíram, assim, decisamente para o desenvolvimento da geografia e cartografia, botânica, ciência astronómica e arte de navegar.

Meios de divulgação da mentalidade renascentista
O contacto dos humanistas nas escolas, universidades e tipografias que frequentam são importantes meios de divulgação das ideias humanistas, já que contribuem para a divulgação das novas ideias. A invenção da imprensa vai facilitar a duplicação das obras humanistas em tempo e esforço. Os humanistas comunicam uns com os outros através de cartas e viajam muito para se encontrarem

Ciências desenvolvidas na época do Renascimento

- Astronomia - Copérnico
- Matemática – pedro Nunes; John Napier
- Medicina – André Vesálio; Miguel Serveto
- Botânica- Garcia de Orta
-  Geografia – Duarte Pacheco Pereira



Arte Renascentista






Novidade de Arte Renascentista

Surgem novas temáticas: temas profanos (mitológicos, paisagens) e retratos
- Adoptou os modelos clássicos da Antiguidade (recriação das formas de arte clássica)
- Aplicação de novas técnicas


Características da Pintura:

Surgem novas temáticas: temas profanos (mitológicos, paisagens) e retratos
- Adoptou os modelos clássicos da Antiguidade (recriação das formas de arte clássica)
- Aplicação de novas técnicas: (pintura a óleo, sfumato); novas formas de representação da realidade (técnica da perspectiva, naturalismo, realismo, composição geométrica).

Pintores: Leonardo da Vinci; Miguel Ângelo; Rafael, entre outros.



Mona Lisa de Leonardo da Vinci


Características da Arquitetura:

Passa-se a empregar novas técnicas, baseadas nas concepções da arte greco-romana; edifícios marcados pela horizontalidade; construções planeadas e executadas segundo regras geométricas.





Características da Escultura

Tratamento do corpo humano segundo a tradição clássica (preferência pela representação do nu; figuras com uma vigorosa expressão dramática
  
Escultores: Ex: Miguel Ângelo; Donatelo




Janela do Convento de Cristo de Tomar e o Manuelino




A janela do Convento de Cristo de Tomar parte de um marinheiro que sustenta toda a decoração e do qual parte uma corda para a direita e para a esquerda. Elevando-se ao alto vemos uma variada decoração composta por pequenas colunas cobertas de elementos naturalistas: corais, algas, alcachofras (símbolo da ressurreição). A parte superior é introduzida por novas cordas e cadeado, bem como pelas divisas de D. Manuel: esfera armilar, o escudo, várias cruzes, sob um fundo semelhante a uma carapaça de tartaruga e terminando por uma cruz maior.

Características da Arte Manuelina
Todos estes elementos são característicos da arte que se desenvolve no tempo do rei Os motivos representados na janela de Tomar são a esfera armilar, conferida como divisa por D. João II ao seu primo e cunhado, futuro rei D. Manuel I, mais tarde, interpretada como sinal de um desígnio divino para o reinado de D. Manuel, a Cruz da Ordem de Cristo, o escudo e elementos naturalistas: corais, algas, alcachofras (símbolo da ressurreição) e um marinheiro que sustenta tudo. As cordas são também muito usadas.
O Convento de Cristo de Tomar; O Mosteiro dos Jerónimos ou o Mosteiro da Batalha são alguns exemplos desta arte.



Arte Renascentista em Portugal
A arte renascentista de influência italiana ou flamenga foi tardia, em Portugal. É exemplo disso o claustro do Convento de Cristo de Tomar construído, no tempo de D. João III. Apresenta uma ordem clássica por andar e arcos de volta perfeita.




A pintura ficou conhecida sobretudo a partir da obra de Vasco Fernandes ou Grão Vasco. Obedece às inovações introduzidas pelo renascimento italiano: perspectiva, composição triangular, contraste entre o claro-escuro e pintura a óleo.





            S. Pedro, de Vasco Fernandes  mais conhecido por Grão Vasco, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu.

Os painéis de S. Vicente representam outro exemplo deste período.




Reforma Protestante


Razões de contestação da Igreja Católica

Havia imoralidade segundo os preceitos do catolicismo: os padres, bispos e até o Papa tinham amantes e filhos
Muitos elementos do Clero tinham uma vida luxuosa e corrupta.  O papa preocupava-se mais com a vida de Corte, a politica e a guerra do que com as suas obrigações de chefe da Igreja;
- Os clérigos não respeitavam os seus votos (pobreza, castidade...)
- Muitos clérigos eram analfabetos e/ou tinham pouca cultura.
- A Venda das Bulas de Indulgências desagradava aos espíritos humanistas.


Bula de Indulgências são documentos que prometiam a salvação depois da morte, a quem os comprassem, diminuindo a permanência no purgatório.

Protesto de Martinho Lutero
Martinho Lutero, monge alemão, revoltou-se contra a Igreja devido ao comércio de indulgências que se fazia no início do século XVI. O dinheiro arrecadado neste comércio servia para custear as obras da Catedral de São Pedro, no Vaticano.
Lutero, não concordando com esta venda de indulgências que absolvia os pecados dos crentes, mostrou publicamente a sua revolta ao fixar as suas “95 Teses contra as indulgências” na porta da Catedral de Wittemberg. Assim, dava início a um movimento religioso de ruptura com a Igreja de Roma que ficou conhecido como REFORMA PROTESTANTE.


Reforma Católica ou Contra-Reforma - A Igreja Católica reagiu ao avanço da Reforma  Protestante através de um movimento de reorganização que seguiu duas vertentes: a REFORMA CATÓLICA (movimento de renovação interna iniciado no Concilio de Trento – ação reformadora) com formação de seminários para elevar o nível cultural dos padres e tentativa de moralização da vida do clero, insistindo no celibato e moralidade dos clérigos.
A Companhia de Jesus vai também missionar os povos das regiões conquistadas pelos europeus, além mar-

  CONTRA-REFORMA (movimento de combate a todas as formas de heresia, utilizava vários meios:
  INQUISIÇÃO ou Tribunal do Santo Ofício para julgar quem se afastasse das verdades da fé.
 COMPANHIA DE JESUS  dominava a educação e a evangelização dos povos descobertos pelos europeus.
  CONGREGAÇÃO DO ÍNDEX – Organizava a lista dos livros proibidos. Quem fosse apanhados a lê-los era chamado à Inquisição.

A leitura da sentença era feita num "Auto-de-fé", cerimónia assistida por todos os grupos sociais, onde além de lida a sentença perante os réus que se deveriam dirigir aí, com um sambenito, espécie de saco de baeta amarela e vermelha. A maior parte deveria deveriam ser queimados na fogueira.


ANTIGO REGIME 

Designa o período anterior à Revolução Francesa. É dominado a nível político pelo absolutismo régio, baseado na Teoria do Direito Divino da autoridade, ou seja, pensa-se que Deus dá o poder ao Rei que o concentra na sua pessoa, tendo, apenas que dar contas a Deus.  A pouco e pouco, passa, mesmo a governar sozinho, sem convocar as Cortes. A sociedade é hierarquizada, divide-se em Ordens privilegiadas (Clero e Nobreza) e Povo ( Burguesia e povo) sem privilégios, tendo que sustentar as outras ordens com o seu trabalho e pagando-lhes impostos.


ILUMINISMO - LIBERALISMO

O Iluminismo vem pôr em causa estes princípios:

Que princípios defendia o Iluminismo?








OS IDEAIS ILUMINISTAS DIFUNDIRAM-SE ATRAVÉS DE:

- Clubes; cafés; salões; academias; jornais; livros (como a enciclopédia) e ainda por ação da Maçonaria.

Os ideais iluministas foram aplicados nas Revoluções Liberais ( Independência dos Estados Unidos da América; Revolução Liberal Portuguesa), bem como em todo um conjunto de revoluções ocorridas por toda a Europa e América. Os regimes saídos destas revoluções defendem:
- Igualdade e Liberdade da pessoa Humana
- Soberania popular: o poder reside no povo que o cede através de um contrato (eleições) aos seus governantes, tendo estes que governar de acordo com a vontade popular. Esta teoria á baseada no “Contrato Social” de Rousseau.

- Divisão Tripartida do Poder – ( Teoria defendida por Montesquieu) -  O poder é separado em Legislativo ( Assembleia ou Parlamento), que faz as leis; executivo ( rei ou presidente), que aplica as leis e judicial  (tribunais) que julga quem não cumpre as leis.




Apogeu e declínio da influência europeia

1ª GUERRA MUNDIAL

As rivalidades entre as  grandes potência industriais levam-nas à África e à Ásia. Na África, a sua concorrência torna urgente a realização de uma conferência que dite as regras de ocupação: é a conferência de Berlim que define o princípio de ocupação efetiva. Também nas Balcãs; na Alsácia Lorena e na Ásia surgem pontos de tensão que levam à formação dos blocos: Tríplice Entente (Grã- Bretanha; França; Rússia)
Tríplice Aliança (Alemanha; Áustria- Hungria; Itália) que fazem uma corrida aos armamentos. No entanto, é o Assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, Francisco Fernando, em Sarajevo, no dia 28 de Junho de 1914 que dá o pontapé de saída para o início da Guerra.

Participação de Portugal na 1ª guerra mundial

Portugal entrou na Primeira Guerra Mundial, para defender as suas colónias africanas, garantindo a sua posse, para obter o reconhecimento do regime republicano ao lado dos Aliados,  como o CEPCorpo Expedicionário Português que, embora mal equipado, lutou bravamente. Releva-se a Batalha de La Lys, na Flandres. A 9 de abril de 1918.
A primeira guerra desenvolveu-se em 3 fases:
Guerra de movimentos de avanços rápidos - 1914
Guerra das Trincheiras – Cada exército procurava defender as suas posições e impedir o avanço do adversário, permanecendo numa extensa rede de abrigos e valas no solo. As condições de vida nas trincheiras eram muito penosas para os soldados.
Guerra de movimentos, 1918 - as ofensivas finais.

A 1ª REPÚBLICA

A primeira República conseguiu resultados positivos, essencialmente, a nível da educação e da cultura já que conseguiu reduzir a elevada percentagem de analfabetismo (69,6% da população, em 1911). Para tal criou o ensino primário obrigatório e gratuito (dos 7 aos 10 anos), abrindo muitas escolas. Fundou as Universidades de Lisboa e Porto e reorganizou-se a Universidade de Coimbra. Abriram-se ainda cursos técnicos, museus, bibliotecas e universidades populares.

Se a proclamação da República foi fácil, não o foi a democratização do sistema político, nem a resolução da questão social, o que levou ao descontentamento e ao descrédito da classe política, começando a vingar a crença que só um governo forte e autoritário salvaria a situação.
Efectivamente, a República comete quatro erros fatais:

1 – A questão política e institucional – reproduz as questões monárquicas; a não democratização do sistema político, a não criação do sufrágio universal, a não concessão de voto aos analfabetos (com a justificação de que a ruralidade seria mais permeável ao caciquismo dos políticos); a não concessão do voto às mulheres.

2 – A Igreja era o esteio ideológico do antigo regime, mas a Lei da Separação da Igreja do Estado, vai ser impopular, mobilizando o mundo rural contra a República.

3 – A traição das promessas feitas ao movimentos operários. Afonso Costa era conhecido como “racha-sindicalistas”. A regulamentação da Lei da greve que não permitia os piquetes e simultaneamente permitia o lock-out. Por fim, a inauguração de alguns métodos repressivos, depois retomados pelo Estado Novo, como a perseguição e deportação de ativistas sindicais; a supressão de jornais, enquanto a Lei das oito horas de trabalho; dos Seguros Sociais e dos Bairros operários não foram conseguidos.

4- A espantosa aventura da participação de Portugal na 1ª Grande Guerra que criou a impopularidade na população sujeita à incompreensão da necessidade da sua participação numa guerra que não era sua; a crise económica consequente, a fome e a doença.


AS DITADURAS

Características:
Regimes Fascistas na Europa do séc.XX
ITÁLIA - Fascismo
ALEMANHA - Nazismo
PORTUGAL - Salazarismo
·         Culto do Chefe
O chefe de cada nação concentrava em si todos os poderes, exigindo obediência.
Benito Mussolini
             Duce
Adold Hitler
Fürher
António de Oliveira Salazar

·         Totalitarismo
O Estado controla toda a vida económica, política, social e cultural.
“Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do estado”.
“Um povo, um Império, um Chefe”.
Tudo  pela nação, nada contra a nação

·         Nacionalismo
Exaltação da Nação e das suas personalidades e momentos históricos mais gloriosos.
Os italianos deviam estar unidos em torno dos valores nacionais.
Exaltação da glória e grandeza do Império Germânico (anos: 906-1806; 1871-1918)
Os portugueses deviam valorizar as figuras das épocas gloriosas da história nacional.

·         Imperialismo
Dominação política, económica e cultural de um Estado sobre os outros Estados.
Ocupação da Etiópia
Conquista do espaço vital  para o desenvolvimento da raça ariana.

Manutenção e desenvolvimento das colónias portuguesas.: Império colonial portugês. Cabia a Portugal civilizar as raças inferiores.

·         Corporativismo
União de patrões e assalariados em corporações da mesma atividade económica, sob controlo do estado.
Os operários e patrões associam-se em corporações controladas pelo governo. As greves são proibidas e os salários controlados.
Criação de associações de patrões.
As Corporações pretendiam resolver os conflitos de interesses dos diversos grupos sociais. Desta forma o proletariado subordinava-se ao patronato

·         Militarismo
Exercício do poder assente na força.
- OVRA
- Polícia política
- GESTAPO
- SS
- PIDE
- GNR

·         Racismo


- Superioridade da raça ariana
- Inferioridade de raça judaica (antissemitismo), ciganos, etc, que devem ser exterminados (genocídio).
Missão histórica de proteger “as raças inferiores”















































MOTIVOS  DA II GUERRA MUNDIAL - 1939 / 1945

Explica as razões do início da 2º guerra mundial:
Hiler não respeita as cláusulas do Tratado de Versalhes. Instiga a humilhação do povo alemão perante tal tratado. Valoriza as qualidades alemãs que deveriam impor-se aos outros.
•      Exige a reunião de todos os alemães numa Grande Alemanha.
•      Exige territórios para alimentação do se povo e o estabelecimento do excedente de população . ( Espaço Vital ).
Invade a Áustria
Invade os Sudetas ( Parte da Checoslováquia)
Faz o Tratado de Munique com os Aliados.
Tratado de não agressão germano-soviético.


Que blocos se confrontam?

O PACTO DO EIXO – 1938
                                                        
Alemanha (Hitler)           Itália (Mussolini)          Japão (Hirohito)

OS ALIADOS:

França ; Inglaterra; mais tarde a E.UA e a U.R.S.S.


INVADE A POLÓNIA  EM 1 DE SETEMBRO DE 1939.


Como eram tratados os judeus nos territórios ocupados pela  Alemanha?




Os Judeus e outros indivíduos considerados inferiores foram perseguidos, encerrados em guetos, presos e enviados para campos de concentração, onde os que podiam trabalhar eram submetidos a trabalhos forçados e os mais fraços eram mortos.



MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA
A Resistência foi um movimento inicialmente formado por franceses, sob o apelo do General Francês De Gaulle, que não aceitavam a submissão do Estado Francês ao poder nazi, e que se encontravam desiludidos com Pétain e com a política colaboracionista. Os seus meios de luta foram a propaganda, atos sabotagem nas fábricas, nos depósitos e nas comunicações úteis para o inimigo. Ajudaram na libertação de toda a Europa ocidental.

 REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL

- Descontentamento com a Guerra Colonial que ceifava vidas constantemente e não tinha em conta o sacrifício dos militares portugueses nessa guerra, já praticamente, perdida na Guiné, em 1973. Desgaste de todos os intervenientes, (13 anos) e elevado número de mortos e estropiados de guerra,
- A recusa à independência das colónias africanas
- Insatisfação popular devido ao regime autoritário e repressivo salazarista;
- A PIDE que perseguia, prendia, torturava, os que se opunham ao regime;
- A falta de liberdade de expressão (censura)
- Derrube do governo de Marcello Caetano pelo movimento das Forças Armadas
PRINCÍPIOS DO 25 DE ABRIL
Formulou os 3Ds
-DESCOLONIZAR - Pôs fim à guerra colonial
-DEMOCRATIZAR - Estabeleceu um regime democrático que estabeleceu as liberdades fundamentais.
Libertou os presos políticos
Estabeleceu um regime parlamentar
-DESENVOLVER - Estabeleceu princípios de desenvolvimento.