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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Salazarismo/25 Abril


        HISTÓRIA PROBLEMA


Era um povo que vivia num país pobre e rural. A industrialização existia apenas nas principais cidades de Lisboa e Porto.
Muitos setores da população estavam descontentes com a imposição de um estado laico, não aceite por todos, com fraco desenvolvimento económico e a carestia de vida o que fazia reinar a desordem, a instabilidade política e social com governos sucessivos, greves, atentados à bomba e manifestações frequentes. O exército resolveu tomar posição e chefiado pelo general Gomes da Costa marchou sobre Lisboa e instaurou uma Ditadura.
O governo constituído chamou, para o ministério das Finanças, Oliveira Salazar para quem um estado só podia ser equilibrado economicamente se fosse ordeiro. Para isso, depois das liberdades serem suprimidas pela Ditadura, Salazar vai conseguindo mais poder, tornando-se, em 1932, Presidente do Conselho. Confessa, então, que detesta a democracia parlamentar.
Homem de família pobre, crê que Portugal deve continuar a equilibrar as suas finanças a partir das suas bases rurais. Chega, aliás, a comentar melancólico: “A tristeza lusitana tem boa cepa como o vinho, o queijo, a maçã e o granito.”
Em 1950, Portugal ainda era um país dos mais atrasados da Europa. No entanto, nessa altura, o governo tomou medidas capazes de desenvolver as indústrias siderúrgica, refinação de petróleo, adubos, montagem de automóveis, construção naval, têxteis, calçado, a fim de limitar as importações e fomentar as exportações, o que conseguiu.
Em 1960, Portugal aderiu à EFTA, abrindo-se ao exterior. O Turismo ajudava a equilibrar a balança comercial.
A população ativa diminuiu na agricultura e aumentou na indústria e nos serviços.
As populações do interior migraram para os centros urbanos. Daí, emigraram, legal ou clandestinamente, para a França, Alemanha e Estados Unidos, à procura de melhores condições de vida, já que o nível económico estava muito longe dos países desenvolvidos.
A partir de 1961 (Angola); 1963 (Guiné) e 1964 (Moçambique), os movimentos independentistas organizaram revoltas que pretendiam lutar pela independência. Face à intransigência de Salazar, goram mobilizadas tropas (900 000, entre 1961 e 1974) para combater esses movimentos. Esta guerra colonial determinou 9 mil mortos e inúmeros feridos e deficientes. A nível extern, Portugal era condenado pelos organismos internacionais, pois os países desenvolvidos já tinham dado independência às suas colónias. Salazar, todavia, continuava com a política do “orgulhosamente só.”
A guerra colonial determinou despesas elevadas e limitou o desenvolvimento do país.
Estes fatores entristeciam uns e revoltavam outros, que, no entanto, eram educados a obedecer ao Estado, desde a escola primária, às organizações de juventude, camisas verdes que catequizavam os jovens a defender as ideias de ordem e obediência aos valores do Estado Novo para, quando adultos se agruparem em milícias armadas, a Legião Portuguesa, que ajudaria a ditadura a manter-se no poder. A mesma missão tinha a polícia política, PIDE, as prisões e o campo do Tarrafal em Cabo Verde, bem como a Censura que cortava toda a expressão escrita ou verbal contra o regime
Desta forma, os portugueses sentiam-se descontentes. Uns emigravam para fugir à prisão, outros para fugir à guerra. Quem ficava cá sentia medo de dizer o que não devia e ser preso. Dizia-se que as paredes tinham ouvidos. Na verdade, os informadores da PIDE eram anónimos e qualquer pessoa o podia ser. Mais de três pessoas juntas era considerado um comício por isso as pessoas tinham medo de se juntar.
O medo era uma constante em Portugal não se podia ouvir canções, nem ver filmes, nem ler livros e revistas que circulavam livremente no estrangeiro. A coca cola era proibida!
Quando os estrangeiros nos visitavam, ao lado da simpatia dos portugueses sentiam a falta de espontaneidade, característica do medo.


Procura problemas na história apresentada, inserindo-as nas categorias abaixo específicadas. Uma vez preenchida a coluna dos problemas, pesquisas soluções para esses problemas.


CATEGORIAS
PROBLEMAS
SOLUÇÕES
Política
Portugal vivia uma ditadura, Salazar tinha uma política colonialista e um regime totalitário. Era auxiliado pela PIDE para se manter, pelo facto de instituir um Partido Único, a União Nacional. O nacionalismo levava a considerar que Portugal deviam civilizar os indígenas das colónias,
O regime português viva isolado da Europa.
Era praticada uma política repressiva através da PIDE, das prisões e do campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.
O PCP (partido comunista português), formado a 1921, era uma estrutura clandestina, principal oposição ao governo. A 1945 forma-se o MUD (Movimento de Unidade Democrática) que apresenta às eleições Norton de Matos que acaba por desistir. Em 1958, apresenta-se às eleições Humberto Delgado que foi vitima de eleições fraudulentas sendo depois assassinado pela PIDE. Em 1958, o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes criou uma oposição Católica ao governo de Salazar tendo sido exilado.
A 25 de Abril de 1974 deu-se a revolução que destitui o governo de Marcelo Caetano e institui a Junta de Salvação Nacional com a missão de fazer a transição para a democracia: 3Ds -Democratizar, Descolonizar e Desenvolver
- abolição da PIDE e Censura
- formação de partidos políticos livres.
- descolonização das colónias em África.
- o Desenvolvimento foi a questão mais difícil.
Constituição de 1976 –institui uma democracia parlamentar que define o direito à liberdade e acaba com a censura.
Militar
A partir de 1961 há revoltas pela independência em Angola, Guiné e Moçambique. Inicia-se a Guerra Colonial, já que o Estado Novo se opunha à autodeterminação e independência das colónias.
Em Potugal, havia uma sociedade militarizada que ensinava as pessoas a combater através da Legião Portuguesa e do Exército obrigatório.
Spínola propõe uma solução pacífica, quando a Guiné declara a independência, em 1973, o que não foi aceite por marcelo Caetano. Desta forma, só após o 25 de abril é que Portugal reconhece a independência das colónias, iniciando-se, então a descolonização que determinou a autodeterminação e independência dos povos colonizados: Guiné, reconhecida em 1974, Moçambique, Cabo-Verde São Tomé e Príncipe e Angola em 1975. 
Economia
Fraco desenvolvimento económico, agricultura e no desenvolvimento industrial, sobretudo a partir dos planos de fomento em 2 cidades (Lisboa e Porto). Adesão de Portugal a EFTA a partir de 1960. Desenvolvimento do turismo.
A Guerra colonial determina despesas elevadas
Continua a haver dificuldades, dado a existência de uma crise mundial.
A agricultura e indústria são pouco competitivas.
Há a nacionalização de grandes empresas; e a Reforma Agrária, no Alentejo, sendo distribuídas propriedades aos trabalhadores. mais tarde,1978 e 1983,  recorre-se ao Fundo Monetário Internacional que obriga a  contenção das despesas e aumento de impostos.

Em 1986, Portugal é admitidi na CEE (Comunidade económica europeia). Fazem várias  reformas, como: privatizações, reforma do sistema fiscal, desburocratização da administração pública e abertura do mercado interno

Sociedade
A falta de liberdade de expressão tornava a sociedade obediente e entristecida. Migração para as cidades e emigração sobretudo a partir de 1960,para a França, Suiça, Luxemburgo, Venezuela e E.U.A, entre outros. 
 9000 mortes e 3000 feridos vão marcar a consciência social, criando um sentimento de tristeza e desânimo. 
As primeiras eleições livres ocorrem em 1975 e a Nova constituição é aprovada em 1976. Define: a igualdade de todos perante a lei, bem como a liberdade de expressão e reunião;um regime parlamentar com separação dos poderes
Houve uma melhoria nos cuidados de saúde e nos apoios sociais, graças ao Serviço Nacional de Saúde e à Segurança Social. A mortalidade infantil, a emigração e o analfabetismo diminuíram significativamente.
Muita gente voltou a Portugal contribuindo para a dinamização social, política e cultural do país.
A população ativa passou a empregar-se maioritariamente no setor terciário.
A Vinda dos retornados ou seja portugueses que viviam nas colónias que voltam a ortugal, vêm exigir soluções para a sua situação.
Cultura
Toda a cultura era censurada através da Comissão de Censura.
Não eram permitidos livros, canções, revistas, filmes considerados contra o regime. Um ajuntamento com mais de três pessoas era considerado uma reunião ilegal.
Portugal era um país com um alto analfabetismo e quase total desconhecimento do que se passava no estrangeiro, devido às dificuldades de viajar e à censura.
Aumentou a alfabetização, a comissão de censura foi abolida sendo assim permitida a leitura de livros, revistas, bem como a visão de filmes e audição de músicas que até ali eram proibidos.
os portigueses puderam  juntar-se em grupos, lvremente,  o que deu origem a muitos grupos culturais, sociais, recreativos e políticos que dinamizaram a cultura, em Portugal. As viagens tornaram-se mais fáceis o conhecimento do estrangeiro e maior a cultura dos portugueses.




sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Revisão para o Teste de Avaliação


1ª República

Antecedentes: descontentamento face ao Ultimatum inglês que feriu o orgulho português
Crise económica não resolvida.
Gastos exagerados da Corte
Propaganda do Partido Republicano
Revolta do 31 de janeiro - tentativa de implantação da República no Porto.
Regicídio . assasinato de D. Carlos e do princípe Luís Filipe.
Governo de D. Manuel II

Implantação da República em 5 de outubro de 1910.

Primeiras medidas
·         Nova bandeira
·         “A Portuguesa”
·         Escudo
·         Igualdade entre filhos legítimos e ilegítimos

Governo provisório
Teófilo Braga
Constituição republicana (1911):
·      - Todos são iguais perante a lei
       - Liberdade de expressão
·     -  Separação de poderes: Legislativo – Parlamento; Executivo -Presidente da República e governo; Judicial -tribunais


Realizações e dificuldades

Afonso Costa desempenhou um papel muito importante na sociedade.
Realizações da 1ª República:

- Laicização do estado: estado civil (decreta liberdade religiosa); expulsão das ordens religiosas e nacionalização dos seus bens; registo civil obrigatório; legalização do divórcio.
- Legislação social: autorização da greve; instituição do descanso semanal obrigatório; limitação dos horários de trabalho; seguro obrigatório para doença e velhice.
- Não conseguiu diminuir a instabilidade política nem social. O proletariado continuou descontente, apesar da 1ª República ter feito algumas leis a seu favor como a da greve que acabou por reprimir.
- A nível cultural conseguiu melhores resultados, embora em pequenas dimensões:
 - Criou escolas primárias. A 1ª  República criou  cerca de 1105 escolas primárias o que fez diminuir em  8,1% as freguesias sem escola. O número de professores aumentou em cerca de 2500, devido às novas escolas de formação de professores. Tudo isto levou a que a taxa de analfabetismo baixasse 7,6%, o que não é muito significativo, mas demonstra a preocupação da 1ª República pela educação e ensino. Criou, também, escolas técnicas e liceus e a escolaridade obrigatória entre os 7 e os 10 anos, escolas para a formação de professores; as Universidades do Porto e Lisboa, reorganizou-se a de Coimbra; abriram-se museus; bibliotecas; coretos para divulgação da música.

Porém, as dificuldades também começaram:

·         Oposição da igreja católica e dos monárquicos
·         Os operários mostravam-se descontentes com a lentidão da resolução dos problemas
Participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial
Havia várias opiniões sobre a participação de Portugal na guerra.

Participação e consequências:
A intervenção de Portugal na guerra agravou as dificuldades internas e aumentou o descontentamento do povo. Levou ainda a um período de ditadura por Sidónio Pais.

O fim da 1ª República
Fatores económicos
Depois da guerra, a situação económica do país piorou ainda mais, os salários não acompanhavam a subida dos preços. Por isso o nível de vida da população desceu.

Fatores sociais e políticos

Instabilidade politica, a agitação militar era permanente, o operariado mostrava o seu descontentamento através de greves manifestações. Alguns grupos de extrema-esquerda recorriam a atentados.

Efectivamente, a República comete quatro erros fatais:
1 – A questão política e institucional – reproduz as questões monárquicas; a não democratização do sistema político, a não criação do sufrágio universal, a não concessão de voto aos analfabetos (com a justificação de que a ruralidade seria mais permeável ao caciquismo dos políticos); a não concessão do voto às mulheres.
2 – A Igreja era o esteio ideológico do antigo regime, mas a Lei da Separação da Igreja do Estado, vai ser impopular, mobilizando o mundo rural contra a República.
3 – A traição das promessas feitas ao movimentos operários. Afonso Costa era conhecido como “racha-sindicalistas”. A regulamentação da Lei da greve que não permitia os piquetes e simultaneamente permitia o lock-out. Por fim, a inauguração de alguns métodos repressivos, depois retomados pelo Estado Novo, como a perseguição e deportação de ativistas sindicais; a supressão de jornais, enquanto a Lei das oito horas de trabalho; dos Seguros Sociais e dos Bairros operários não foram conseguidos.
4- A espantosa aventura da participação de Portugal na 1ª Grande Guerra que criou a impopularidade na população sujeita à incompreensão da necessidade da sua participação numa guerra que não era sua; a crise económica consequente, a fome e a doença.

Se a proclamação da República foi fácil, não o foi a democratização do sistema político, nem a resolução da questão social, o que levou ao descontentamento e ao descrédito da classe política, começando a vingar a crença que só um governo forte e autoritário salvaria a situação. Ditadura militar

A 28 de maio de 1926, um golpe militar iniciado em Braga pôs fim à 1ª República.

1.    O parlamento foi dissolvido
2.    As liberdades individuais foram suspensas
3.    O poder passou a ser assumido pelos militares.

GRANDE DEPRESSÃO DOS ANOS 30: ANTECEDENTES E CARACTERÍSTICAS
QUE FACTORES CONDUZIRAM À CRISE DE 1929?
ENRIQUECIMENTO  DOS E.U. A.

Durante a 1ª Guerra Mundial, os E. U. A tornam-se a 1º potência mundial.
Fornecem à Europa:
- matérias primas; produtos fabricados; máquinas e géneros alimentares
- passam de devedores em 1914 a credores em 1918
Internamente:
- A sua balança de pagamentos torna-se positiva;
- Desenvolvem a extração mineira e a produção de aço;
- Aumentam o stock de ouro de 1800 milhões de dólares em 1914 para 4500 milhões, em 1919.
No entanto, o fim  da guerra provoca uma quebra na produção:
- ao “boom” de 1919, sucede uma quebra que marca o período de reconversão económica.
Nos finais de 1921, a atividade económica estava relançada.
Ao período de 1923 a 1929 denomina-se “Era da Prosperidade”
O DESENVOLVIMENTO DOS E. U. A.
Foi possível devido:
- Ao recurso ao crédito dos bancos que emprestavam a juros baixos, possibilitando o desenvolvimento das empresas.

Deste modo, progride:
-a indústria naval, química, metalúrgica e especialmente a indústria  automóvel.

“ Os Americanos enriquecem. Todo o país especulava. Ricos e pobres jogavam. As ações da United Steel, grande companhia produtora de aço subiam em cada semana, alguns pontos” A. Maurois, Chantiers Américains, 1933.

No entanto, a certa altura, os americanos deixam de pedir dinheiro para desenvolver as suas indústrias e a sua agricultura para pedir dinheiro a fim de investir na Bolsa.

A ERA DE PROSPERIDADADE TRADUZIU-SE NUMA PRODIGIOSA EXPANSÃO DO CAPITALISMO:
- a produção industrial cresceu 64% de 1923 a 1929;
- houve alargamento do mercado interno e externo;
- os salários aumentaram;
- deu-se a expansão do crédito e da bolsa;
- desenvolveram-se grandes concentrações – monopólios;
- gerou-se o “american way of life”, ou seja
No entanto, a “Era da Prosperidade” continha os seus pontos fracos.
Começou a haver demasiado dinheiro fora dos bancos concedido a crédito com juros baixos. Os bancos sofreram com falta de capitais, pelo que decidiram aumentar os juros.
As empresas começaram a produzir demasiados produtos. Houve superprodução e subconsumo.
“ Há quem julgue que a situação atual de aparência muito brilhante, o desenvolvimento constante da produção, (…) a subida contínua dos valores  (da Bolsa) na Wall Street não podem aguentar-se por muito tempo e que uma crise brutal estalará brevemente.” Temps, 15 de Outubro de 1919

COMO  SE CARACTERIZA A  CRISE?
Explica a crise da bolsa de Nova Yorque, segundo a  Lei da Oferta e da Procura.
Na quinta feira negra, todos os acionistas queriam vender ações e ninguém queria comprar. As acções deixam de ter qualquer valor. As pessoas, em vez de terem dinheiro, passam a ter papel sem valor,e não podem pagar as suas dívidas.

Presta atenção à extensão desta crise
A nível industrial e agrícola tinha havido:
- superprodução na indústria automóvel o que obriga os industriais a diminuírem o fabrico;
- esta situação repercute-se nas indústrias metalúrgicas de base e a Bolsa entra em pânico;
- a economia quase paralisou;
-  os stocks de mercadorias acumularam-se;
- os preços baixaram;
- inúmeras empresas foram à falência;
- o desemprego é enorme.


“ O trabalho do homem e da natureza, o produto da vinha e das árvores, tudo deve ser destruído para que a vida corra normalmente e isto é uma abominação que ultrapassa todas as outras.
Carregamentos de laranjas são atirados não se sabe para onde. As pessoas vêm de longe para as apanhar. Mas para quê? Para que comprariam as laranjas a 20 cêntimos se apenas lhes bastava tomar o carro e, sem nada pagar, apanhar toda a fruta que desejasse? Homens armados de mangueiras regam de petróleo os amontoados de laranjas. (…) Queima-se o café nas caldeiras (…). Queima-se o milho para aquecimento. As batatas são lançadas ao rio. (…) Os porcos são mortos e enterrados.”
John Steinbech, As vinhas da ira
- Explica a o texto.
Os produtores para relançar os preços e aumentar os lucros, estragam produtos a fim de diminuir a superprodução.

POR QUE RAZÃO A CRISE É EXPORTADA?
- Os países dependentes economicamente dos Estados Unidos como a Alemanha, Inglaterra  e Áustria foram os mais atingidos.
- A retirada dos capitais americanos, o corte do crédito vai provocar a ruína de numerosas empresas.
- As moedas europeias desvalorizam.
- As colónias e os países subdesenvolvidos da Ásia, África e América Latina exportadores de matérias primas e de produtos alimentares são, também, afetados, pois as grandes potências deixam de importar os seus produtos.

AS DITADURAS

Características:
Regimes Fascistas na Europa do séc.XX
ITÁLIA - Fascismo
ALEMANHA - Nazismo
PORTUGAL - Salazarismo
·         Culto do Chefe
O chefe de cada nação concentrava em si todos os poderes, exigindo obediência.
Benito Mussolini
             Duce
Adolf Hitler
Führer
António de Oliveira Salazar

·         Totalitarismo
O Estado controla toda a vida económica, política, social e cultural.
“Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do estado”.
“Um povo, um Império, um Chefe”.
Tudo  pela nação, nada contra a nação

·         Nacionalismo
Exaltação da Nação e das suas personalidades e momentos históricos mais gloriosos.
Os italianos deviam estar unidos em torno dos valores nacionais.
Exaltação da glória e grandeza do Império Germânico (anos: 906-1806; 1871-1918)
Os portugueses deviam valorizar as figuras das épocas gloriosas da história nacional.

·         Imperialismo
Dominação política, económica e cultural de um Estado sobre os outros Estados.
Ocupação da Etiópia
Conquista do espaço vital  para o desenvolvimento da raça ariana.
Manutenção e desenvolvimento das colónias portuguesas.: Império colonial portugês. Cabia a Portugal civilizar as raças inferiores.

·        Corporativismo
União de patrões e assalariados em corporações da mesma atividade económica, sob controlo do estado.
Os operários e patrões associam-se em corporações controladas pelo governo. As greves são proibidas e os salários controlados.
Criação de associações de patrões.
As Corporações pretendiam resolver os conflitos de interesses dos diversos grupos sociais. Desta forma o proletariado subordinava-se ao patronato

·         Militarismo
Exercício do poder assente na força.
- OVRA
- Polícia política
- GESTAPO
- SS
- SA
- PIDE
- GNR

·         Racismo
- Superioridade da raça ariana
- Inferioridade de raça judaica (antissemitismo), ciganos, etc, que devem ser exterminados (genocídio).
Missão histórica de proteger “as raças inferiores”


O fascismo, uma ditadura totalitária. O totalitarismo nazi.














































Mussolini estabeleceu em Itália uma ditadura fascista, caracterizada pela concentração dos poderes no chefe do governo, pelo estabelecimento do Estado totalitário, corporativo e pelo culto do nacionalismo. Mussolini pretendia elevar a Itália a potência económica e colonial, pelo que desenvolveu a agricultura e a indústria, fomentou as obras públicas e conquistou a Etiópia. Interveio na Guerra Civil Espanhola e na 2ª Guerra Mundial.
Na Alemanha, Hitler, dirigente do Partido Nacional-Socialista (Nazi)  aproveitou a humilhação sofrida pela perda da !ª Guerra e pela humilhação infligida aos alemães pelo Tratado de Versalhes, bem como o clima de instabilidade económica e social, consequência da Crise de 1929. As suas propostas conseguiram o apoio da população alemã e em 1932, o partido NAZI torna-se no maior partido alemão. No ano seguinte Hitler é nomeado Chanceler e passa a governar a Alemanha em ditadura que se caracterizava pelo totalitarismo ( Hitler tem a totalidade do poder, o partido NAZI era o único partido, as populações eram controladas e educadas de acordo com a ideologia nazi), pelo racismo ( superioridade da raça alemã, perseguição aos judeus, necessidade de criação de um “espaço vital” para o desenvolvimento do país.
Para impor se limites as suas ideias perseguiu e eliminou brutalmente todos os seus opositores.

·  O fascismo
Razões do avanço da extrema-direita:
1.    Económicas
Dificuldades económicas pós guerra.
Ruína de muitas cidades
Crise de 1929.
Desemprego.
Redução do nível de vida.
2.    Sociais
Triunfo da revolução soviética.
A população ansiava por um governo forte que resolvesse a crise.
Meios utilizados
1.    Violência.
·          Ameaças
·         Espancamentos contra os partidos de esquerda e sindicatos.
·         Destruições                                     
·         Milícias armadas e agressivas (camisas negras)
2.    Propaganda.
·          Imprensa
·         Rádio                                       pretendendo atrair as classes médias  
·         Comícios                                        e  o operariado hesitante       
·         Manifestações        

A tomada de poder por Mussolini
Os industriais e os proprietários passaram a apoiar um partido de extrema-direita: o Partido Nacional Fascista (1921) chefiado por Benito Mussolini. Dispondo de milícias armadas (os camisas negras), o Partido Fascista violentava os militantes de esquerda e reprimia as greves.
Em 1922, o rei de Itália, pressionado pelas manifestações fascistas, encarregou Mussolini de formar governo. Em 1924 realizaram-se eleições e recorrendo à violência e à corrupção, Mussolini conseguiu tornar-se o senhor absoluto de Itália.

Ideologia
·         Totalitarismo/ Estado Uno
O estado controla toda a sociedade
·         Imperialismo
Política imperialista, necessidade de alargar o espaço territorial.
·         Corporativismo
Associação entre patrões e assalariados evitando a luta de classes e o comunismo
·         Primado do Chefe – Duce ou Chefe
·         Primado do Estado – obediência incondicional ao Estado, não havendo interesses individuais
·         Primado do Partido – Existência de um único partido, para não haver oposição.

Organizações juvenis fascistas
As organizações juvenis visavam a preparação militar e física dos jovens. Ex: Juventude Fascista

Economia
1.    Vantagens para as famílias numerosas para que a expansão italiana fosse assegurada por uma população forte.
2.    Políticas imperialistas, (conquista da Etiópia), desenvolvimento da indústria
3.    Combate ao desemprego
4. Investimentos em infraestruturas que melhorassem a qualidade de vida dos italianos.
Autarcia – independência económica.

·         Nazismo
Ascensão:
1. Humilhação após o Tratado de Versalhes
2. Crise de 1929
3. Crise social gravíssima, a população procurava um chefe forte que resolvesse a crise económica.

Partido Nacional Nazi - Apoio financeiro dos grandes burgueses que receavam o comunismo.
1932- Partido Nazi foi o mais votado e nomeou Hitler chanceler. Este toma de imediato medidas antidemocráticas
1934 – Hitler acumula os cargos de presidente da república e de chanceler.

Meios de Consolidação
Violência e força contra os adversários (SA e SS), através de milícias.
Propaganda, comícios e censura
Controlo da juventude  (todos os jovens tinham uma educação nacionalista e militar)
Proibição de greves e sindicatos. Os operários estavam inscritos na frente de trabalho.
Ideologia
- Primado do estado
- Primado do partido
- Primado do chefe
- Corporativismo
- Imperialismo
- Antissemitismo -> Genocídio do povo judeu
Política económica
 Objetivo – Autarcia. A Alemanha deveria ser economicamente
independente sem precisar de importar qualquer produto.
Racismo e expansionismo
Para os Nazis existiam raças superiores -> a raça ariana e raças inferiores -> a raça judia.
Esse violento antissemitismo levou à tentativa de genocídio dos judeus.
Segundo a lógica racista, os alemães deveriam ter direito a um espaço vital, territórios considerados necessários para o bem-estar e crescimento do povo, que deveriam conquistar aos povos inferiores.

 A ditadura salazarista (edificação do Estado Novo) .
Em 1928, António de Oliveira Salazar, professor da Universidade de Coimbra foi chamado para ministro das Finanças e conseguiu equilibrar as contas públicas. Desta forma, é nomeado em 1932, Presidente do Conselho de Ministros.
Salazar serviu-se para constituir um Estado forte, autoritário e repressivo da propaganda, defendendo um estado poderoso, e valorização da nação com uma longa história, vincando o orgulho de ser português e de um estado pluricontinental e pluriracial, que ocupava um grande espaço; o dever de obedecer ao chefe; da educação da mocidade masculina, a fim de formar as consciências para a defesa do estado e da mocidade feminina a fim de formar valores de esposa, mãe e dona de casa.
Tentou integrar toda a população civil nos ideais do regime, através da Mocidade Portuguesa e Legião Portuguesa.
Quem não estivesse de acordo com estes ideais teria a polícia política PIDE ou a GNR a controlar as suas ações a  reprimir e a prender, por vezes matar. 
Criou um regime autoritário, antiparlamentar e antidemocrático, através do uso da propaganda ( SNI - Serviço Nacional de Propaganda); dos livros escolares e das "Lições de Salazar"; da Censura  de tudo o que era publicado e da defesa do Partido único - União Nacional.