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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

SEJAM BEM-VINDOS AO 9º ANO

Bem-vindos ao 9º ano, um ano onde podem estudar um tempo pleno de esperança mas também de frustração por o Homem não ter conseguido continuar no caminho aberto pelas novas invenções do final do século XIX e início do século XX, na senda da paz e do progresso. Desta forma, muitos acontecimentos nos poderão levar a refletir nas razões pelas quais o Homem não se afirmou, apenas, como um agente criador de felicidade. Crises, guerras, desconfianças são o reverso da medalha da História mais recente do Homem. Afinal, não são estas duas caraterísticas constantes em toda a História?

Gostava que este blogue te levasse mais a refletir nas ações do Homem do que a memorizar acontecimentos.

Afinal o presente é explicado por este passado e serão as nossas ações que determinarão o futuro.


A nível pessoal espero que definam os vossos objetivos, planifiquem as vossas ações e sejam perseverantes rumo ao sucesso final.
Encontrarão muitas dificuldades pelo caminho mas com força de vontade tudo conseguirão ultrapassar. Se acharem que eu vos posso ajudar, sabem onde me encontrar. Tenho a certeza que conseguirão chegar ao fim como vencedores. Vá lá que eu quero bater palmas e ver-vos passar pela passadeira vermelha da vitória. Já são vencedores!

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

TUBERCULOSE

TUBERCULOSE





A tuberculose - chamada antigamente de "peste cinzenta", é conhecida também como tísica pulmonar ou "doença do peito" - é uma das doenças infecciosas documentadas desde mais longa data e que continua a afligir a Humanidade nos dias atuais. É causada pelo Mycobacterium tuberculosis, também conhecido como bacilo de koch. Estima-se que a bactéria causadora tenha evoluído há milhares de anos, a partir de outras bactérias do gênero Mycobacterium.
No século XIX pensou-se em isolar os pacientes da tuberculose num sanatório  localizado numa zona de ares limpos. O primeiro foi construído em Silelsia em 1859 por Hermann Brehmer. Em 1884, Edward Livingston Trudeau criou o primeiro sanatório nos Estados Unidos. As pessoas infectadas foram isoladas da sociedade e tratadas com cuidados especiais e nutrição melhorada.







Vacina para a tuberculose
Nos 1880 Louis Pasteur inventou a vacina contra o antraz, a cólera de galinha, e posteriormente da raiva. Em 1908, os cientistas Franceses Albert Calmette e Camilo Guerin trabalharam o bacilo de Koch a fim de diminuir a  virulência e aumentar a capacidade de produzir a imunidade. Surgiu, então, a vacina BCG assim nomeado devido aos seus fundadores. A BCG foi introduzida em 1921.

Tuberculose Hoje
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), dois bilhões de pessoas o que corresponde a um terço da população mundial já teve contato com o agente causador da tuberculose. Destes, oito milhões desenvolverão a doença e dois milhões morrerão, a cada ano.
A tuberculose pulmonar é a forma mais frequente e generalizada da doença. Porém, o bacilo da tuberculose pode afetar também outras áreas do nosso organismo, como, por exemplo, laringe, os ossos e as articulações, a pele (lúpus vulgar), os glânglios linfáticos (escrófulo), os intestinos, os rins e o sistema nervoso. A tuberculose miliar consiste num alastramento da infeção a diversas partes do organismo, por via sanguínea. Este tipo de tuberculose pode atingir as meninges (membranas que revestem a medula espinhal e o encéfalo), causando infecções graves denominadas de "meningite tuberculosa".

Em diversos países houve a ideia de que por volta de 2010 a doença estaria praticamente controlada e inexistente. No entanto, o advento do HIV e da AIDS mudaram drasticamente esta perspectiva. No ano de 1993, em decorrência do número de casos da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de emergência global e propôs o DOTS (Tratamento Diretamente Supervisionado) como estratégia para o controle da doença.



Sintomas de Tuberculose
Alguns pacientes não exibem nenhum indício da tuberculose, outros apresentam sintomas aparentemente simples que são ignorados durante alguns anos (ou meses). Contudo, na maioria dos infectados com tuberculose, os sinais e sintomas mais frequentemente descritos são:
tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando.se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue
cansaço excessivo
febre baixa geralmente à tarde
sudorese noturna
falta de apetite
palidez
emagrecimento acentuado
rouquidão
fraqueza
prostração.
Os casos graves de tuberculose apresentam:

dificuldade na respiração
eliminação de grande quantidade de sangue
colapso do pulmão
acumulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão) - se houver comprometimento dessa membrana, pode ocorrer dor torácica.




Tuberculose em números
Actualmente, a tuberculose continua um problema de saúde pública que afeta milhares de pessoas todos os anos e continua a ser a segunda maior causa de morte por doença infecciosa, a seguir ao vírus da imunodeficiência humana (VIH). Declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma emergência mundial, a tuberculose é uma doença contagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis.
Transmite-se por via aérea, afetando sobretudo os pulmões, mas pode atingir qualquer parte do corpo.  “A bactéria pode viver em estado latente, não prejudicando a vida da pessoa. Apenas uma em cada dez pessoas infetadas desenvolve a doença, explica Gil Castro, professor e investigador no ICVS.
Hoje apesar da doença ter tratamento e a maioria das mortes poder ser prevenida, a mortalidade associada à tuberculose é ainda estimadamente de 1,5 milhões de mortes e 9 milhões de novos casos em 2013, maioritariamente nos continentes asiático e africano. No entanto, estima-se que 37 milhões de vidas tenham sido salvas no século XXI.
As metas definidas pela OMS propõem a erradicação da doença em 2050
Uma nova preocupação surge com a prevalência da referida TB-MR, uma forma de tuberculose resistente ao tratamento com antibióticos, cujos números triplicaram nos últimos cinco anos a nível mundial. “A tuberculose é habitualmente curável através de um tratamento de, pelo menos seis meses, mas a TB-MR é mais difícil de tratar e, nos casos piores, incurável”, esclarece Raquel Duarte.

Em Portugal
A tuberculose tem vindo a diminuir . Os dados de 2014 apontam que, “pela primeira vez desde que há registos”, Portugal ficou abaixo da barreira, tida como “linha vermelha”, dos 20 novos casos por 100 mil habitantes. Portugal era, até ao momento, o único país da Europa Ocidental com níveis de incidência de tuberculose superiores a este valor, que corresponde ao limiar de baixa incidência definido internacionalmente.

Os dados provisórios notificados à DGS indicam 1940 novos casos de tuberculose em 2014, o que corresponde a uma redução da taxa de incidência dos 21,1 novos casos por 100 mil habitantes registados em 2013 para os 18,7 casos. No entanto, as directivas mais recentes da OMS apontam para uma redução do limiar de baixa incidência para metade, o que coloca Portugal novamente como um país de incidência intermédia.
O relatório “Portugal no grupo dos 20 - centrar a atenção nos grandes centros urbanos”, emitido por ocasião do Dia Mundial da Tuberculose (24 de Março) revela que a doença continua a ser difícil de abordar pela “concentração nos grandes centros urbanos” e pela associação a “grupos de risco”. “A crise sócio-económica actual tem retardado os progressos no controlo da doença”, declara Hélder Bastos. Os dados da DGS, que relacionam a incidência de tuberculose com o desemprego, mostram que, por cada mil desempregados em cada 100 mil habitantes, se soma mais um caso desta doença.
Segundo Raquel Duarte, a distribuição nacional é “muito assimétrica e prevalece maioritariamente nos grandes centros urbanos”, dos distritos do Porto e Lisboa, “que continuam a ter incidências superiores à média nacional”.
A doença surge associada a vários factores de risco, como é o caso da infecção por VIH, do alcoolismo e toxicodependência, de situações de imunossupressão ou malnutrição e de doenças como a diabetes e o cancro. No entanto, na maioria dos casos, “não há nenhum factor de risco conhecido, o que significa que a doença continua a ser transmitida na comunidade”, diz Gil Castro.

Embora tenham sido feitos avanços consideráveis, é ainda necessário um progresso e investimento substanciais na investigação de métodos de prevenção, diagnóstico e tratamento mais rápidos e eficientes.






A tuberculose continua a ser temida pelo risco de contágio e estigmatizada pela sua associação a factores sociais como a pobreza e malnutrição, a toxicodependência e o alcoolismo, para além do VIH. “Em pleno século XXI, a doença surge carregada de simbolismo e associada a vários mitos e estigmas enraizados na sociedade”, relata Cátia Martins, autora de um estudo sobre a perspectiva do doente de tuberculose em Portugal.


JÚLIO DINIS E A TUBERCULOSE


Joaquim Guilherme Gomes Coelho contraiu a tuberculose muito cedo.
Teve oito irmãos que faleceram de tuberculose. A mãe, também, foi vitimada pela mesma doença, quando Júlio Dinis tinha cerca de seis anos de idade. Ele próprio acabou por morrer de tuberculose.


A sua tese de licenciatura intitulou-se:  "Da Importância dos Estudos Meteorológicos para a Medicina e Especialmente de Suas Aplicações no Ramo Cirúrgico". Para a levar a cabo precisou, certamente, do observatório existente na Escola Médico-Cirúrgica, a funcionar no Hospital de Santo António, que frequentava e que foi o primeiro existente no país.






Com este estudo pretendia pesquisar a influência de determinados tipos de clima na cura e prevenção de dores, em particular da tuberculose.


Webgrafia:

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/tuberculose - 13 de outubro de 2015    



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Mais uma despedida









Façam favor de serem felizes. Sejam escultores do vosso próprio destino.

Eu cá estarei no sítio do costume para qualquer coisa que vos possa ser útil.





domingo, 4 de maio de 2014

Prova globalizante - resumo

1.Democracia ateniense foi fundada por  Clístenes e Péricles no século V A. C.
Era uma democracia:
  indirecta:  só 500 cidadãos eram sorteados para o Conselho dos 500 ( 50 de  cada vez)       
  direta:  na Eclésia ou Assembleia dos Cidadãos participavam  todos os cidadãos
Todos os cidadãos eram iguais perante a lei, mas eram uma minoria, na sociedade. (c. 10%)
Era uma democracia que apresentava limitações:
- só os Cidadãos (filhos de pai e mãe ateniense) participavam na vida política.
A eleição era feita por nomeação ( ex: Magistrados) ou sorteio ( ex.:Bulé)
Não podiam participar na vida política:
 os Metecos – estrangeiros – não podiam ter propriedades; eram comerciantes

- Mulheres
- Escravos.

Segundo  Péricles,  a Democracia ateniense procura
 satisfazer o maior número de pessoas e não apenas
 uma minoria; “ no tocante às leis, todos são iguais;
 Não é o facto de pertencer a uma classe, mas o mérito, 
que dá acesso aos postos mais honrosos”; “a pobreza 
não é razão para que alguém, sendo capaz de prestar
 serviços à cidade, seja impedido de fazê-lo.”

Apesar  de Clístenes e Péricles terem posto em prática um regime democrático,
 não era perfeito. A democracia ateniense estabeleceu a igualdade entre os
 homens livres.. Atenas concedeu o direito de cidadaniaaos cidadãos estabelecidos
 no seu território. Aos olhos dos atenienses  nenhuma sociedade podia dispensar os  escravos,considerados por alguns, seres inferiores.  A fim de consagrar as suas
 forças e inteligência à cidade, os cidadãos deviam estar aliviados das ocupações domésticas e dos trabalhos manuais; as mulheres deveriam viver no Gineceu e
 dedicar a sua inteligência à gestão da casa e à educação dos filhos e não poderiam participar na vida política. Havia, ainda,  limitações à liberdade de expressão,
 o que levou alguns cidadãos ao ostracismo, ou à condenação à morte. Atenas
 serviu-se, também, da Liga de Delos para impor a sua supremacia sobre
 os seus aliados, foi o imperialismo.

2. Revolução liberal Portuguesa
Ocorre em 1820
Constituição é aprovada em 1822. Defende a divisão dos poderes e a soberania popular. O poder legislativo é entregue às Cortes, o executivo ao rei e o judicial aos tribunais.
D. Pedro outorga a Carta Constitucional em 1834.
Leis: Abolição dos direitos feudais; substituição das ordens por classes; lei do morgadio e do código civil. Defendem  princípios iluministas:
- Rousseau – Soberania popular: o poder reside no povo que o cede aos governantes eleitos por si. SE os governantes não governarem de acordo com os interesses do povo podem ser depostos através de eleições ou revoluções ( ex: Revolução americana; revolução francesa; revolução portuguesa de 1820).
Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos.
- Voltaire defende a liberdade e a tolerância religiosa.
- Montesquieu defende a separação dos poderes em legislativo ( entregue a uma assembleia); executivo ( entregue ao rei ou presidente; Portugal: rei e o Judicial aos tribunais).

3. Europa no sec. XIX
·         Fábrica do Mundo
·         Comerciante do Mundo
·         Banqueira do Mundo
Grandes potências -  pretendem o domínio colonial e imperial para assegurar a sua hegemonia mundial.
Imperialismo- Sistema politico em que uma grande nação domina social e politicamente vastas regiões independentes.
Colonialismo- Forma de domínio social, politico e económico que o país colonizador exerce sobre as colónias.

Dá-se a partilha de África resultado da:
- Revolução industrial
-Vaga imperialista
- Viagens de exploração a África
- Conflitos na Europa
-Conferencia de Berlim (1885)
- Principio da ocupação efetiva
-  As Grandes potências saíram beneficiadas

O ultimato inglês
·         Mapa cor-de-rosa. - Projeto para melhor aproveitamento de África. Pretendeu se ocupar o Chire (território entre Angola e Moçambique)
·         Viagens de exploração
·         Este projeto vai contra o plano da Inglaterra de ligar " o Cairo ao Cabo ".
·         Ultimato inglês (1890 ).
·         Portugal retira-se das regiões entre Angola e Moçambique.


Antecedentes da 1ª Guerra Mundial
Rivalidades económicas - que conduziram ao imperialismo e colonialismo, que levou a paz armada e à corrida ao armamento.
Nacionalismos - desenvolvimento deste através da propaganda (pangermanismo – expansão do povo alemão através da conquista de um espaço vital, defendendo a superioridade do povo alemão)
A península balcânica destaca-se também pelas pequenas nacionalidades que se querem libertar do domínio da Áustria.
O império Austro-Húngaro queria ter acesso ao mar mediterrâneo, anexando a servia.
O império Russo tinha o mesmo objetivo, bem como afinidades com os povos eslavos, considerando-se sua protetora e prestando apoio aos Búlgaros, Sérvios e Bósnios.

· Politica de aliança – Tríplice Aliança: Áustria/Hungria + Itália + Alemanha; Tríplice Entente Cordiale: França + Inglaterra + Rússia

A 28 de agosto de 1914, Francisco Fernando (herdeiro do trono do império Austro-húngaro) na Bósnia, por um estudante sérvio, o que deu início à 1ª guerra mundial.

A 1ª Grande Guerra

No século XIX e início do século XX havia rivalidades entre as grandes potências pela posse de colónias:
A Alemanha rivalizava com a Inglaterra e a França
A Áustria-Hungria com a Rússia
Na península balcânica, os pequenos estados queriam a autonomia face ao Império  Austro-húngaro.
Formam-se Blocos: Tríplice Entente Cordiale ou Aliados: Inglaterra; França e Rússia e a Tríplice Aliança, ou Potência Centrais: Alemanha; Áustria-Hungria e Itália.
Dá-se a corrida ao armamento e há um clima de paz armada.
Quando o arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono austro-húngaro é assassinado na Bósnia, por um estudante sérvio, A Áustria Hungria exige o desmantelamento do movimento terrorista em 24 horas. Na impossibilidade disso acontecer, a França e a Inglaterra que protegia a Bósnia e a Servia declaram guerra à  Áustria –Hungria. A seguir entra a Alemanha, sua aliada.

4.Crise e queda da monarquia
A monarquia entra em crise devido:
Crise económica de 1890
Ultimato inglês de retirada face à elaboração por Portugal do mapa cor de rosa que previa a ocupação das regiões entre Angola e Moçambique.
Revolta dos portugueses face à atitude do governo de obediência à Inglaterra
Propaganda do Partido Republicano
Tentativa de implantação  da República – Revolta do 31 de Janeiro de 1891, no Porto.
Dificuldades económicas Portuguesas
A industrialização só abrangia as grandes cidades e Portugal era agrícola.
Portugal continuava a importar mais do que exportava, tendo que recorrer a sucessivos empréstimos no estrangeiro.
Os poucos produtos que Portugal exportava tinham alta concorrência.
O descontentamento social
De 1890 a 1892, uma grave crise económica afetou a Europa, o nível de vida da população baixou, o que levou ao descontentamento social.
Desigualdades sociais. O operariado mostrava-se revoltado.
Difusão das ideias republicanas.
Portugal, na altura, era uma monarquia constitucional. Em 1870 foi fundado em Portugal o partido republicano, que passou a desenvolver uma intensa campanha contra os partidos monárquicos. Defendiam o sufrágio universal, descentralização política e económica.
Era apoiado por elementos da pequena e média burguesia e de setores importantes do operariado.
A situação do país piorou após o ultimato inglês.
A ofensiva republicana
A 31 de janeiro de 1891, rebentou no porto uma revolta. A causa republicana era cada vez mais popular e tinha o apoio dos principais jornais. Contava ainda com o apoio de organizações secretas como a Maçonaria e a Carbonária.
O regicídio
Em 1907, D. Carlos dissolveu as cortes e permitiu que João Franco governasse em ditadura.
Entre as suas medidas destacaram-se os adiantamentos de dinheiro  à casa real.
A oposição ao regime atingiu o auge. Em fevereiro de 1908, ocorreu o regicídio, e o rei e o filho primogénito foram mortos.
A 5 de Outubro de 1910, deu-se a implantação da república.

5 - 1ª República
Primeiras medidas
·         Nova bandeira
·         “A Portuguesa”
·         Escudo
·         Igualdade entre filhos legítimos e ilegítimos

Governo provisório
Teófilo Braga
Constituição republicana (1911)
·      Todos são iguais perante a lei
       Liberdade de expressão
·      Separação de poderes
Legislativo - Parlamento
Executivo -Presidente da República e governo                               
Judicial -tribunais

Realizações e dificuldades
Afonso Costa desempenhou um papel muito importante na sociedade.
Realizações da 1ª República:
- Laicização do estado: estado civil (decreta liberdade religiosa); expulsão das ordens religiosas e nacionalização dos seus bens; registo civil obrigatório; legalização do divórcio.
- Legislação social: autorização da greve; instituição do descanso semanal obrigatório; limitação dos horários de trabalho; seguro obrigatório para doença e velhice.

- Não conseguiu diminuir a instabilidade política nem social. O proletariado continuou descontente, apesar da 1ª República ter feito algumas leis a seu favor como a da greve que acabou por reprimir.
- A nível cultural conseguiu melhores resultados, embora em pequenas dimensões:
 - Criou escolas primárias. A 1ª  República criou  cerca de 1105 escolas primárias o que fez diminuir em  8,1% as freguesias sem escola. O número de professores aumentou em cerca de 2500, devido às novas escolas de formação de professores. Tudo isto levou a que a taxa de analfabetismo baixasse 7,6%, o que não é muito significativo, mas demonstra a preocupação da 1ª República pela educação e ensino. Criou, também, escolas técnicas e liceus e a escolaridade obrigatória entre os 7 e os 10 anos, escolas para a formação de professores; as Universidades do Porto e Lisboa, reorganizou-se a de Coimbra; abriram-se museus; bibliotecas; coretos para divulgação da música.

Porém, as dificuldades também começaram:
·         Oposição da igreja católica e dos monárquicos
·         Os operários mostravam-se descontentes com a lentidão da resolução dos problemas
Participação de Portugal na guerra
Havia varias opiniões sobre a participação de Portugal na guerra.
Participação e consequências
A intervenção de Portugal na guerra agravou as dificuldades internas e aumentou o descontentamento do povo. Levou ainda a um período de ditadura por Sidónio Pais.
O fim da 1ª República
Fatores económicos
Depois da guerra, a situação económica do país piorou ainda mais, os salários não acompanhavam a subida dos preços. Por isso o nível de vida da população desceu.
Fatores sociais e políticos
Instabilidade politica, a agitação militar era permanente, o operariado mostrava o seu descontentamento através de greves manifestações. Alguns grupos de extrema-esquerda recorriam a atentados.

Ditadura militar
A 28 de maio de 1926, um golpe militar iniciado em Braga pôs fim à 1ª República.
1.    O parlamento foi dissolvido
2.    As liberdades individuais foram suspensas
3.    O poder passou a ser assumido pelos militares.


6- O fascismo, uma ditadura totalitária. O totalitarismo nazi.


Mussolini estabeleceu em Itália uma ditadura fascista, caracterizada pela concentração dos poderes no chefe do governo, pelo estabelecimento do Estado totalitário, corporativo e pelo culto do nacionalismo. Mussolini pretendia elevar a Itália a potência económica e colonial, pelo que desenvolveu a agricultura e a indústria, fomentou as obras públicas e conquistou a Etiópia. Interveio na Guerra Civil Espanhola e na 2ª Guerra Mundial.
Na Alemanha, Hitler, dirigente do Partido Nacional-Socialista (Nazi)  aproveitou a humilhação sofrida pela perda da !ª Guerra e pela humilhação infligida aos alemães pelo Tratado de Versalhes, bem como o clima de instabilidade económica e social, consequência da Crise de 1929. As suas propostas conseguiram o apoio da população alemã e em 1932, o partido NAZI torna-se no maior partido alemão. No ano seguinte Hitler é nomeado Chanceler e passa a governar a Alemanha em ditadura que se caracterizava pelo totalitarismo ( Hitler tem a totalidade do poder, o partido NAZI era o único partido, as populações eram controladas e educadas de acordo com a ideologia nazi), pelo racismo ( superioridade da raça alemã, perseguição aos judeus, necessidade de criação de um “espaço vital” para o desenvolvimento do país.
Para impor se limites as suas ideias perseguiu e eliminou brutalmente todos os seus opositores.

·  O fascismo
Razões do avanço da extrema-direita:
1.    Económicas
Dificuldades económicas pós guerra.
Ruína de muitas cidades
Crise de 1929.
Desemprego.
Redução do nível de vida.
2.    Sociais
Triunfo da revolução soviética.
A população ansiava por um governo forte que resolvesse a crise.
Meios utilizados
1.    Violência.
·          Ameaças
·         Espancamentos contra os partidos de esquerda e sindicatos.
·         Destruições                                     
·         Milícias armadas e agressivas (camisas negras)
2.    Propaganda.
·          Imprensa
·         Rádio                                       pretendendo atrair as classes médias  
·         Comícios                                        e  o operariado hesitante       
·         Manifestações        

A tomada de poder por Mussolini
Os industriais e os proprietários passaram a apoiar um partido de extrema-direita: o Partido Nacional Fascista (1921) chefiado por Benito Mussolini. Dispondo de milícias armadas (os camisas negras), o Partido Fascista violentava os militantes de esquerda e reprimia as greves.
Em 1922, o rei de Itália, pressionado pelas manifestações fascistas, encarregou Mussolini de formar governo. Em 1924 realizaram-se eleições e recorrendo à violência e à corrupção, Mussolini conseguiu tornar-se o senhor absoluto de Itália.

Ideologia
·         Totalitarismo/ Estado Uno
O estado controla toda a sociedade
·         Imperialismo
Política imperialista, necessidade de alargar o espaço territorial.
·         Corporativismo
Associação entre patrões e assalariados evitando a luta de classes e o comunismo
·         Primado do Chefe – Duce ou Chefe
·         Primado do Estado – obediência incondicional ao Estado, não havendo interesses individuais
·         Primado do Partido – Existência de um único partido, para não haver oposição.

Organizações juvenis fascistas
As organizações juvenis visavam a preparação militar e física dos jovens. Ex: Juventude Fascista

Economia
1.    Vantagens para as famílias numerosas para que a expansão italiana fosse assegurada por uma população forte.
2.    Políticas imperialistas, (conquista da Etiópia), desenvolvimento da indústria
3.    Combate ao desemprego
4. Investimentos em infraestruturas que melhorassem a qualidade de vida dos italianos.
Autarcia – independência económica.

·         Nazismo
Ascensão:
1. Humilhação após o Tratado de Versalhes
2. Crise de 1929
3. Crise social gravíssima, a população procurava um chefe forte que resolvesse a crise económica.

Partido Nacional Nazi - Apoio financeiro dos grandes burgueses que receavam o comunismo.
1932- Partido Nazi foi o mais votado e nomeou Hitler chanceler. Este toma de imediato medidas antidemocráticas
1934 – Hitler acumula os cargos de presidente da república e de chanceler.

Meios de Consolidação
Violência e força contra os adversários (SA e SS), através de milícias.
Propaganda, comícios e censura
Controlo da juventude  (todos os jovens tinham uma educação nacionalista e militar)
Proibição de greves e sindicatos. Os operários estavam inscritos na frente de trabalho.
Ideologia
- Primado do estado
- Primado do partido
- Primado do chefe
- Corporativismo
- Imperialismo
- Antissemitismo -> Genocídio do povo judeu
Política económica
 Objetivo – Autarcia. A Alemanha deveria ser economicamente
independente sem precisar de importar qualquer produto.
Racismo e expansionismo
Para os Nazis existiam raças superiores -> a raça ariana e raças inferiores -> a raça judia.
Esse violento antissemitismo levou à tentativa de genocídio dos judeus.
Segundo a lógica racista, os alemães deveriam ter direito a um espaço vital, territórios considerados necessários para o bem-estar e crescimento do povo, que deveriam conquistar aos povos inferiores.

 A ditadura salazarista (edificação do Estado Novo) .
Em 1928, António de Oliveira Salazar, professor da Universidade de Coimbra foi chamado para ministro das finanças e conseguiu equilibrar as contas públicas. Desta forma, é nomeado em 1932, Presidente do Conselho de Ministros
Salazar serviu-se para constituir um Estado forte, autoritário e repressivo da propaganda, defendendo um estado forte, e valorização da nação com uma longa história, vincando o orgulho de ser português e de um estado pluricontinental e pluriracial, que ocupava um grande espaço; o dever de obedecer ao chefe; da educação da mocidade masculina, a fim de formar as consciências para a defesa do estado e mocidade feminina a fim de formar valores de esposa, mãe e dona de casa.
Tentou integrar toda a população civil nos ideais do regime, através da Mocidade Portuguesa e Legião Portuguesa.
Quem não estivesse de acordo com estes ideais teria a polícia política PIDE ou a GNR a controlar as suas ações a  reprimir e a prender, por vezes matar. 
Criou um regime autoritário, antiparlamentar e antidemocrático.

7- 2ª Guerra Mundial
A Alemanha depois de abandonar a SDN, desrespeitou o Tratado de Versalhes, restabelecendo o tratado de Versalhes, orientando a produção industrial para o armamento e defendendo o pangermanismo, lançou-se na conquista do espaço vital ( criação da Grande Alemanha), o que os levou a ocupar a Renânia, anexar a Áustria,  a  região dos Sudetas ( no noroeste da Checoscolováquia).Fez, também pactos militares com a Itália (Eixo Berlim-Roma) e o pacto Komintern ( Alemanha, Japão e União Soviética). Depois do protestos da SDN, das potências ocidentais e da assinatura  do Pacto de Munique. Em 1939, a Alemanha, ocupou a Checoslováquia e exigiu a entrega de Dantzig à Polónia pelo que a França e a Inglaterra garantiram apoio à Polónia em caso de ataque. Este veio a acontecer a 1 de Setembro de 1939, dia em que a Alemanha invadiu a Polónia o que levou a Inglaterra e a França a declarar guerra à Alemanha.
 Os alemães que defendiam a superioridade da raça ariana, desprezavam os eslavos e particularmente os judeus, raça impura e perigosa ( que tinha grande poder e domínio económico). Desta forma perseguiram os judeus, limitando a sua ação, encerrando-os em guetos, onde viviam em condições infra-humanas e outros foram levados para campos de concentração, onde eram sujeitos a trabalhos forçados. Em 1942, decretou a “Solução Final” ou seja o extermínio total dos judeus da Europa – genocídio. Os judeus foram levados das regiões ocupadas para campos de concentração/extermínio onde os mais frágeis eram asfixiados em câmaras de gás e cremados em fornos. No final da guerra, os próprios judeus abriam sob ameaça, valas, onde eram se deitavam e eram assim mortos cobertos de cal viva e terra. No entanto, ciganos, negros, homosexuais e comunistas tiveram o mesmo fim. Todas estas atitudes representam o total desprezo pelos direitos humanos                       
                                
Após a ocupação da POLÓNIA, em 1939, a ALEMANHA prosseguiu a sua expansão militar. Nas várias ofensivas, HITLER utilizou a tática da GUERRA-RELÂMPAGO, isto é, uma rápida movimentação de carros BLINDADOS, apoiados por BOMBARDEAMENTOS da aviação contra as forças, militares inimigas.
       Em 1940, na Europa Ocidental, apenas a Inglaterra parte da FRANÇA e os países NEUTRAIS (Portugal, Espanha, Suíça e Suécia) escapavam ao domínio NAZI.
       No decorrer dos anos de 1940 e 1941, a guerra deflagrou noutras regiões da Europa e do mundo. No leste europeu, os alemães ocuparam a ROMÉNIA, a Bulgária e a Hungria. Em 1940, no Norte de ÁFRICA, os alemães para cortarem aos ingleses a rota do Canal de Suez, desembarcaram na Líbia e entraram no Egito. Em finais de 1941, no Pacífico, a aviação japonesa atacou de surpresa a frota americana estacionada em Pearl Harbour (Havai). Este ato levou os EUA  a entrar no conflito.
       Assim a guerra tinha-se MUNDIALIZADO. A Alemanha e o JAPÃO possuíam grande superioridade MILITAR, controlando várias regiões do mundo.
Até finais de 1942, as vitórias do EIXO foram  constantes, em particular na Europa, Norte de África e  Pacífico. A partir de 1943, as ações da Resistência  e a maior capacidade militar dos Aliados impuseram-se à força do Eixo. A partir de 1943, as ações da Resistência  e a maior capacidade militar dos Aliados impuseram-se à força do Eixo.
Após 1945, num mundo esgotado (perdas humanas) e arruinado (destruição material), nasceu uma nova organização mundial destinada a preservar a paz e a promover a colaboração entre povos – a ONU. Entretanto, os criminosos de guerra eram julgados em NUREMBERGA  enquanto a Alemanha era dividida em quatro zonas de ocupação.

8. Portugal democrático: a Revolução de abril
    Marcelo Caetano substituiu Salazar quando este entrou em estado de coma e morreu posteriormente.
    Os portugueses esperavam que Caetano tornasse o regime mais democrático, mas aquele dominado pelos ministros de Salazar, fez apenas pequenas reformas. No entanto, Marcelo não fez uma efetiva liberação do regime e continuou com a guerra colonial o que descontentava uma larga faixa da população portuguesa e em particular os militares, que resolveram  planear uma revolução, tomando a dianteira o MFA ( movimento das forças armadas, ou dos capitães) com o objetivo de estabelecer uma democracia e acabar com a guerra colonial. Com o tempo foram-se delineando os chamados 3DS::
Descolonizar ou seja dar independência a todas as colónias portuguesas, democratizar o país restituindo aos portugueses todas as liberdades cívicas de que estava provado  e desenvolver o país no sentido de iniciar reformas na estrutura económica e financeira do país de forma a obter maior justiça social.

A  nova Constituição entrada em vigor em 25 abril de 1976, instituiu um estado Democrático  baseado na soberania popular . Os portugueses passaram a viver num regime democrático parlamentar. Consagraram-se as Liberdades
individuais e coletivas, como por exemplo, o direito à livre  expressão do pensamento ou à liberdade de associação em partidos políticos bem como o sufrágio universal e o direito à educação e cultura
5 - Os atuais  órgãos de soberania são :
A - _Presidente da República com poder executivo
B - Assembleia da República com  Poder Legislativo.
C – Governo com poder  legislativo
D – Tribunais com poder judicial .




segunda-feira, 24 de março de 2014

Conclusão do trabalho de grupo: Salazarismo/25 de abril

CATEGORIAS
PROBLEMAS
SOLUÇÕES
Política
O país era governado sob forma ditatorial. Estabilidade política.
Viveu-se em Portugal um período de ditadura marcada pela suspensão das liberdades.
A nível externo Portugal era condenado pelos organismos internacionais, pois os países envolvidos já tinham dado independência às suas colónias mas Salazar era o único que continuava “orgulhosamente só”.
As forças de oposição ao regime criaram a MUD; eleições com uma ala liberal para a assembleia nacional Organização de um movimento secreto para derrubar o governo: Revolução
Implantação da democracia.
Deu-se a extinção da PIDE, a abolição da censura, libertação de todos os presos políticos, autorização de partidos políticos e sindicatos livres com a democratização do país. Todos os cidadãos podiam votar, eleger e ser eleitos para os órgãos de poder. Houve a criação de instituições democráticas; a constituição determinou a distribuição dos poderes do Estado.
Novas eleições presidenciais.
Deu-se independência às colónias portuguesas.

Militar
A partir de 1691 (Angola), 1963 (Guiné) e 1964 (Moçambique), os movimentos independistas organizaram revoltas que pretendiam lutar pela independência.
As revoltas, as manifestações de independência nas colónias portuguesas determinaram milhares de mortes e feridos.
A intervenção da guerra colonial levou a despesas elevadas e 9 mil mortos.
Perante a política intransigente de Salazar formaram-se nas colónias portuguesas movimentos independentistas e Portugal foi obrigado a enviar tropas para África. A guerra colonial provocou inúmeras mortes, feridos e deficientes e limitou o desenvolvimento do país.
Pedido de ajuda internacional para desgastar a política do país.
Após 13 anos de conflito, os militares acharam que a solução para a guerra deveria ser política.
A MFA estabeleceu contactos com os movimentos de libertação. Em consequência, a Guiné tornou-se independente em 1974, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe em 1975. O processo de descolonização foi mais difícil em Angola e Timor-Leste.
Em Julho de 1974, houve o reconhecimento do direito à autodeterminação e independência das colónias portuguesas (fim da guerra colonial).


Economia
Existia pobreza.
Portugal era um dos países mais atrasados da Europa(fraco desenvolvimento económico)
A agricultura era a principal actividade económica, mas estava pouco desenvolvida.
A indústria era igualmente débil, quando comparada com a dos países desenvolvidos.
Remodelação do regime político. Instauração da Democracia.
Em 1 de Janeiro de 1986, Portugal aderiu à CEE e passou a beneficiar da entrada de fundos comunitários.
Cooperação internacional.
Pretendia-se aumentar as exportações e baixar as importações. Vendendo mais e comprando menos, a balança comercial do país torna-se positiva, enriquecendo-o.
Sociedade
Vários grupos estavam revoltados.
A população rural era em grande parte analfabeta.
Emigração a partir de 1961.
Diminuição dos agricultores aumento dos operários e dos serviços.
As pessoas começaram a emigrar legal ou ilegalmente para outros países à procura de melhores condições de vida já que o nível de vida de Portugal estava muito longe dos países desenvolvidos.
Medo devido à PIDE. A sociedade vivia com medo de dizer o que não devia e ser preso.
Redução de impostos.
Manifestações contra o governo, sujeitos a serem presos.
Movimentos grevistas.
As más condições de vida levaram milhares de pessoas a emigrarem. Muitos voltaram depois da revolução.
Depois do 25 de Abril, a tomada de terras pelos trabalhadores e as nacionalizações de bancos e empresas criaram novos postos de emprego; aumento dos salários, atraindo o retorno dos emigrantes.

Cultura
Um clima de medo; Emigração;
Os portugueses sentiam medo de dizer o que não deviam e serem presos.
Os cidadãos estavam privados de liberdades e de outros direitos fundamentais. A PIDE, as prisões, o campo do Tarrafal e a censura cortava toda a expressão escrita ou verbal contra o regime e as pessoas tinham medo de se juntar.
Operações
para conseguir visibilidade a nível internacional.
Alianças com os países da Europa.
Acabar com a PIDE. Liberdade de expressão de pensamento, de reunião e de religião.