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terça-feira, 17 de setembro de 2019
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
Boas vindas ao ano letivo de 2019/20
Bem-vindos ao 9º ano, um ano de muito trabalho mas também de despedida, depois do sucesso, para Novos voos e novos sucessos.
Este ano, em História, podem estudar um tempo pleno de esperança mas também de frustração por o Homem não ter conseguido continuar no caminho aberto pelas novas invenções do final do século XIX e início do século XX, na senda da paz e do progresso. Desta forma, muitos acontecimentos nos poderão levar a refletir nas razões pelas quais o Homem não se afirmou, apenas, como um agente criador de felicidade. Crises, guerras, desconfianças são o reverso da medalha da História mais recente do Homem. Afinal, não são estas duas caraterísticas constantes em toda a História?
Este ano, em História, podem estudar um tempo pleno de esperança mas também de frustração por o Homem não ter conseguido continuar no caminho aberto pelas novas invenções do final do século XIX e início do século XX, na senda da paz e do progresso. Desta forma, muitos acontecimentos nos poderão levar a refletir nas razões pelas quais o Homem não se afirmou, apenas, como um agente criador de felicidade. Crises, guerras, desconfianças são o reverso da medalha da História mais recente do Homem. Afinal, não são estas duas caraterísticas constantes em toda a História?
Gostava que este blogue te levasse mais a refletir nas ações do Homem do que a memorizar acontecimentos.
Afinal o presente é explicado por este passado e serão as nossas ações que determinarão o futuro.
A nível pessoal espero que definam os vossos objetivos, planifiquem as vossas ações e sejam perseverantes rumo ao sucesso final.
Encontrarão muitas dificuldades pelo caminho mas com força de vontade tudo conseguirão ultrapassar. Se acharem que eu vos posso ajudar, sabem onde me encontrar. Tenho a certeza que conseguirão chegar ao fim como vencedores. Vá lá que eu quero bater palmas e ver-vos passar pela passadeira vermelha da vitória. Já são vencedores!
Espero que se tenham divertido muito nas férias e que venham prontos a trabalhar, brincar no recreio e fazer novas amizades. Faço votos que o novo ano letivo 2019/ 20 vos traga a realização dos vossos objetivos e sonhos.
Já agora, não esqueçam que são uma equipa, os trabalhos e as aprendizagens têm mais sabor se partilhadas uns com os outros.Se os mais fortes numa matéria ajudarem os mais fracos haverá certamente assuntos em que esses colegas vos podem retribuir o favor. Sentirão, também, a alegria de dar e isso é fantástico.
Este blogue pretende que os alunos possam aprofundar matérias das aulas ou até publicar os seus brilhantes trabalhos.
Acima de tudo, espera que aprendam a gostar de História, porque só dessa forma poderão compreender o mundo que os rodeia.
Já agora, começo com um relato:
Um antropólogo propôs um jogo às crianças de uma tribo africana. Colocou uma cesta cheia de frutas perto de uma árvore e disse-lhes que quem chegasse lá em primeiro lugar, ganharia todos os frutos. Quando deu ordem de partida, as crianças deram as mãos umas às outras e correram juntas, sentando-se, depois, também juntas, desfrutando das suas guloseimas.
Quando o antropólogo perguntou por que tinham feito aquilo, uma vez que a primeira poderia ter todos os frutos, elas responderam: 'UBUNTU, como pode uma de nós ficar feliz se todos as outros estão tristes?
("ubuntu" na cultura Xhosa - à qual pertencia Nelson Mandela, significa: eu sou porque nós somos.)
("ubuntu" na cultura Xhosa - à qual pertencia Nelson Mandela, significa: eu sou porque nós somos.)
( Não sabes quem é Nelson Mandela? Pesquisa.)
( Não sabes quem é Nelson Mandela? Pesquisa.)
Neste início de ano, peço-vos que pensem nesta máxima. Vamos empreender juntos a caminhada da aprendizagem, de mãos dadas, para que no fim, possamos desfrutar do mesmo contentamento da aprendizagem conseguida!
É verdade que nos espera um caminho nem sempre fácil, mas, vamos pôr em prática este pensamento tão lindo:
Semeia um pensamento e
colherás um desejo;
semeia um desejo
e colherás a ação;
semeia a ação e colherás o hábito;
semeia o hábito
e colherás o caráter.
semeia um desejo
e colherás a ação;
semeia a ação e colherás o hábito;
semeia o hábito
e colherás o caráter.
Tihamer Toth
No fundo, tudo isto pode ser resumido a três palavras, como me disse uma tua colega:
- Eu quero
- Eu posso
- Eu consigo
Claro que consegues e eu quero estar junto te ti para estender a passadeira vermelha, no final do 9º ano.
Quando tiveres alguma dúvida, não te acanhes, ninguém é super homem ou super mulher, pede auxílio!
Todos sabem como comportar-se corretamente nas aulas.
A correção do comportamento de cada um vai possibilitar aulas MAIS CLARAS E MELHOR QUALIDADE DE APRENDIZAGEM
• Vontade de ajudar quem não compreender um assunto, quem vires sozinho no recreio;
• Vontade de aprender;
• Cartão de estudante;
• Livro, caderno e capa portefólio;
• Material escolar: canetas de três cores;
• Lápis de cor e uma régua pequena;
• Borracha e afia;
• Papel vegetal;
• Garrafa de água (utilizada individualmente);
- Lenços de papel (em quantidade suficiente)
Vontade de vencer sempre!
sexta-feira, 24 de maio de 2019
Guerra Fria
Sketch teatral sobre a Guerra fria
( Imprimir em grande para pôr no quadro)
Truman
- A Europa está destruída. O Japão ficou aniquilado depois do lançamento da
nossa bomba atómica sobre Hiroxima e NagasáKi. Lá no fundo, sinto-me responsável,
mas eles estavam a pedi-las. Se têm o desprezo pela morte, é lá com eles. Já
não havia paciência para tanta mortandade do nosso lado. Tínhamos que pôr um
ponto final, parágrafo e mudar a linha. Foi limpinho!
Hum! …. vamos ajudar com o
nosso dinheiro. Ajudaremos a reconstruir o mundo destruído e faremos um milagre de desenvolvimento no Japão! .
É evidente que esta ajuda
económica vai dar-nos muita influência
política, económica e estratégica. No
fundo acabamos por ganhar! O meu secretário de Estado, George Marslhal é um
homem inteligente. Afinal 126 milhões de dólares não são nada, para aquilo que
nos podem render. ( placa Plano Marslhal)
Estaline-
Pensam que precisamos de ajuda monetária. Temos foices e martelos para produzir tudo o que precisamos. É só pôr
a render as nossas capacidades. Fundarei o Kominform
para ajudar e manter em bons eixos os países que ficam no meu bloco. Ai ,não seja
eu Estaline, o Chefe. ( Placa Kominform
)
(Video bloqueio de Berlim) –
(Placa Bloqueio de Berlim)
Estaline -
Eles pensam mesmo que são os maiores.,
mas nós já provamos que somos melhores. Não fomos nós os primeiros a chegar a
Berlim e a hastear a nossa bandeira naquela maldita terra Nazi?
Deveríamos ficar só nós com
a cidade. O que é que os franceses, os ingleses e americanos têm a ver com
Berlim?
Truman
- Aquele Joe é sempre o mesmo. Quer Berlim só para ele. Há-de ser dos
americanos, dos franceses e dos ingleses. Com os nossos aviões ajudaremos os
berlinenses a resistir.
Estaline
- Já que não podemos ficar com tudo, que Berlim seja dividido. Vedá-lo-emos a
arame farpado. Que ninguém se atreva a passar!
Truman –
A OECE, neste ano de 1947 será o
nosso trunfo: a Organização europeia de cooperação económica – os países unidos
lutarão contra os comunistas. Nem um só passará. ( placa OECE)
Estaline –
Também somos capazes de ajudar os nossos, à OECE responderemos com o COMECOM
– Conselho de ajuda económica. Demoramos dois anos a dar resposta, mas ela é
pronta e efetiva. Éuma verdadeira cortina de ferro. (placa COMECOM)
Truman
- Temos que nos defender dos comunas. É urgente formar a Organização do
Atlântico Norte - NATO – e fazer com que
integre o maior número de estados. Em Abril, deste ano de 1949, estaremos
prontos. ( placa NATO)
Estaline
- Estamos em 1949 – pensavam que íamos cruzar os braços. Quando quisessem
invadiam-nos ou matavam-nos, reduziam-nos a cinza e pronto, terra queimada!. Não, nós também temos que entrar nessa corrida
pela supremacia. A nossa Primeiro Raio foi detonada com êxito no Kazaquistão. Eles
chamaram-lhe Joe 1, não me importo! Afinal quem é o chefe? Eu Joseph Staline.
Agora estamos em igualdade de circunstâncias. ( Bomba Atómica da U.R.S.S.)
Truman
- Agora querem a China, vão ter muito
que penar.
Estaline
– Com a nossa ajuda Mao Tzé Tung vencerá! Mais um país comunista. Com o nosso
esforço, o mundo há-de ser todo comunista! Venceremos com as armas que temos na
mão.
Truman
- Os Comunistas norte coreanos invadiram o sul. Querem tudo. Mas nós estaremos
onde eles estão! Saberão o sabor da derrota!
Agora que conseguimos unir
esforços na NATO, não deixaremos que
nada amedronte os estados nossos aliados.
Krushev –
A partir deste ano de 1955, estamos em
condições de juntar num bloco os países nossos amigos. Brindemos ao novo Tratado
de Amizade. Cooperação e assistência mútua – Pacto de Varsóvia. (placa pacto de Varsóvia)
Não podemos esquecer o
armamento, temos de estar preparados. Tudo tem de estar equilibrado para que
não haja guerra. Se tiverem medo de nós não avançarão! Os americanos são muito
matreiros. Então não instalaram mísseis na Turquia e não invadiram Cuba?
A solução foi proteger-nos
com a instalação de ogivas na ilha, evidentemente…
John F. Kennedy – O nosso desembarque na Baía dos Porcos, em
Cuba falhou, mas não hesitaremos em ir para a guerra e esta será nuclear. Que
todos os americanos se abriguem em bunkers para ficarem a salvo. Não teremos
outra solução. ( placa: Questão de Cuba)
(vídeo)
John F. Kenned – Temos que evitar a guerra com toda a urgência, mas as
comunicações com o leste andam a passo de tartaruga. Se Krushev aceitar instalar um telefone direto para nos
entendermos, pode ser que a guerra se evite, senão…pummmm! ….
… o pior é que também nós
sofreremos….. eles também têm a bomba nuclear … a questão é ser o primeiro a
carregar no botão!
Krushev
– …..temos que evitar a guerra. Não podemos ser um novo Japão. É mau para o
desenvolvimento económico e problemas já
nós temos! Uma nova guerra será o nosso
fim.
( Entregam-lhe um telefone
com um cartão)
……Hum mmmmm …
Parece que surge alguma boa vontade do lado dos capitallistas.
Instalaremos o telefone vermelho que propõem para evitar mais conflitos. Creio
que interessa às duas partes.
John F. Kenned – Liguem através do telefone vermelho que a mensagem é
urgente. Ou nos entendemos .. TRRRRIMMMMM!
TRRRRIMMMMM! Ah, sempre é muito
mais rápido. Eficiência comprovada!
Krushev
– Hello! Ok! Ok! Shure ! Not war!
Não, não, não querer guerra, eu ir
a Genebra e o nosso encontro mostrará ao mundo que somos capazes de evitar uma
guerra fatal…. Sim, sim, haverá paz. É tudo o que queremos, paz!
( placa
coexistência Pacífica)
Abraço final.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
PROVA GLOBAL 9º ano 2018/19
A
Herança do Mediterrâneo Antigo
- Analisa a experiência
democrática de Atenas do século V a.C., nomeadamente a importância do princípio
da igualdade dos cidadãos perante a lei, identificando as suas limitações.
- Identifica os contributos
da civilização helénica e da civilização romana para o mundo contemporâneo.
. A Democracia ateniense foi
fundada por Clístenes e Péricles no
século V A. C.
Era uma democracia:
. indirecta:
só 500 cidadãos eram sorteados para o Conselho dos 500 ( 50 de cada vez)
. direta:
na Eclésia ou Assembleia dos Cidadãos participavam todos os cidadãos
Todos os cidadãos eram
iguais perante a lei, mas eram uma minoria, na sociedade. (c. 10%)
Era uma democracia que
apresentava limitações:
- só os Cidadãos (filhos de
pai e mãe ateniense) participavam na vida política.
A eleição era feita por
nomeação ( ex: Magistrados) ou sorteio ( ex.:Bulé)
Não podiam participar na
vida política:
os Metecos – estrangeiros – não podiam ter
propriedades; eram comerciantes
- Mulheres
- Escravos.
Segundo Péricles,
a Democracia ateniense procura satisfazer o maior número de pessoas e não
apenas uma minoria; “ no tocante às
leis, todos são iguais; Não é o facto de
pertencer a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos mais honrosos”;
“a pobreza não é razão para que alguém, sendo capaz de prestar serviços à
cidade, seja impedido de fazê-lo.”
Apesar de Clístenes e Péricles terem posto em
prática um regime democrático,
não era perfeito. A democracia ateniense
estabeleceu a igualdade entre os homens
livres.. Atenas concedeu o direito de cidadania aos cidadãos estabelecidos no seu território. Aos olhos dos
atenienses nenhuma sociedade podia
dispensar os escravos, considerados por
alguns, seres inferiores. A fim de
consagrar as suas forças e inteligência
à cidade, os cidadãos deviam estar aliviados das ocupações domésticas e dos
trabalhos manuais; as mulheres deveriam viver no Gineceu e dedicar a sua inteligência à gestão da casa e
à educação dos filhos e não poderiam participar na vida política. Havia,
ainda, limitações à liberdade de
expressão, o que levou alguns cidadãos
ao ostracismo, ou à condenação à morte. Atenas serviu-se, também, da Liga de Delos para impor
a sua supremacia sobre os seus aliados,
foi o imperialismo.
Afinal, que limitações tinha a
democracia ateniense?
As mulheres não podiam
participar na vida política. Cabia-lhes educar os filhos e gerir a casa.
Viviam na dependência de
pais e maridos. Permaneciam, grande parte do tempo, na parte feminina da casa –
o Gineceu.
Os Metecos eram os
estrangeiros residentes em Atenas. Não podiam participar na vida da sua cidade.
Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato, chegando a acumular grandes fortunas.
Tinham o dever de cumprir o serviço militar e de pagar impostos.
Existia escravatura, sendo
os escravos considerados seres inferiores e que não tinham nenhuns direitos.
Quem tentasse tomar o poder
da pólis (cidade), era votado ao
ostracismo (exílio)
Tal como outros, o filósofo
Sócrates acusado de corromper, a juventude foi condenado à morte.
Atenas tentou dominar outras
cidades e fundou a Liga de Delos, ou seja, foi imperialista.
A civilização grega e romana contribuiram com um legado importante
para o mundo Ocidental atual:
Os gregos ampliaram o alfabeto Fenício, passando-os, depois
aos romanos
Divulgaram a moeda
Atenas foi o berço da democracia
O Culto de Dionísio -
originou o teatro
Foi na Grécia que se originou a Filosofia ( amigo da sabedoria), a arte de bem pensar.
Foi na Grécia que se originou da História, como narrativa dos factos
passados para exemplo futuro com Heródoto; Tucídides e a Oratória - arte de bem falar
e convencer
O seu Ideal de vida:
"Alma sã numa corpo são" ainda é hoje a base dos sistemas educativos
ocidentais: sistema de educação integral e equilibrado, baseado no desenvolvimento
da parte inteletual, física e espiritual do ser humano.
Foi a Grécia que criou os Jogos
Olímpicos, em honra do deus Zeus, em Olímpia
A Arte grega é um equilíbrio sempre repetido ao longo do
tempo com o frontão e as ordens: dórica; jónica e coríntia
CIVILIZAÇÃO
ROMANA
ROMANIZAÇÃO
O exército disciplinado, a
rede de estradas, a língua latina, o direito romano e a administração romana
concedendo o papel de cidadãos aos povos conquistados e integrando os seus
chefes, na administração, são importantes elementos de romanização.
Nos territórios dos povos
conquistados, os romanos desenvolveram a agricultura com novos métodos, a
criação de gado; a exploração do solo e o comércio.
Desta forma, os Romanos conseguiram
conquistar um vasto Império e influenciar profundamente, os povos conquistados.
O processo de influência
cultural dos romanos sobre os povos conquistados denomina-se romanização.
Fatores de romanização:
Os romanos construíram por todo o Império estradas, Pontes; monumentos
como teatros, circo, Fórum ou praça pública, nomes de cidades;
tornaram obrigatório o latim nos documentos oficiais.
Ensinaram novos métodos de construção: Arco de volta perfeita; Abóbada e Cúpula.
LEGADO CIVILIZACIONAL ROMANO
Os romanos influenciaram a nossa civilização através de:
- Latim
-Numeração romana
-Conceito utilitário da arquitetura, construindo estradas; pontes;
aquedutos; casas; termas; teatros; anfiteatros;
templos e o conceito de urbanismo.
- A nível arquitetónico inventaram o arco de volta perfeita; abóboda de
berço e a cúpula.
- Conceito de arte monumental.
- DIREITO Romano aplicado a todos os povos conquistados.
- Direito de cidadania extensivo a todos os povos livres do Império.
- Administração – Município.
- Novas técnicas de fazer artesanato e agricultura.
- No final do Império, permitiram a divulgação do Cristianismo.
- Conceito de lazer baseado na comédia e nos jogos de anfiteatro ( jogos
de homens com animais e homens com homens).
- Literatura. Ex. A Eneida de Virgílio vai influenciar os Lusíadas.
- Imitaram e transmitiram a filosofia grega.
- Novos elementos na arquitetura como: arco de volta perfeita; abóboda
de berço e a cúpula.
Expansão e Mudança nos séc.XV e XVI
Motivos de arranque e prioridade portuguesa
ü
Demonstra a importância que o poder régio e os diversos grupos sociais
tiveram no arranque da expansão portuguesa;
ü
Distingue as formas de ocupação e de exploração económicas implementadas
por Portugal em África, Índia e Brasil, considerando as especificidades de cada
uma dessas regiões;
ü
Refere as transformações decorrentes do comércio à escala mundial
- Demonstra a importância que o poder régio e os diversos grupos sociais
tiveram no arranque da expansão portuguesa;
Portugal iniciou a Expansão europeia, em primeiro lugar porque dispunha
de um poder estável ( já tinha expulsado os muçulmanos do seu território).
D. João I, como rei eleito queria afirmar-se a nível internacional a
nível de poder e controlo de novas terras
Queria resolver os problemas sociais e económicos provocados pela
diminuição demográfica e pelas guerras com Castela
Todos os grupos sociais estavam interessados na expansão:
- Nobreza – queria ter acesso a novos cargos administrativos e militares
e ao alargamento dos seus territórios, com vista ao aumento das suas rendas
- Burguesia - procurava novos
mercados e produtos.
- Povo - tinha esperança de
melhorar a sua vida, através da distribuição de terras para cultivar e novas e
encontrar outras oportunidades.
Formas de
ocupação e de exploração económicas implementadas por Portugal
Os
sistemas de exploração no império português
|
||
Territórios
|
Modos
de exploração
|
Produtos
de comércio
|
1– Madeira
2– Açores
3– Cabo Verde
4 – S. Tomé
|
1- Capitanias ( 3 capitães donatários, 2
para cada metade da Madeira e 1 para Porto Santo) que localmente tomavam
decisões, mas o grande Senhor era o Infante D. Henrique. Foram chamadas
populações para povoar as ilhas: Minho e Douro Litoral; Algarve.
2- Capitanias capitães
donatários, que localmente tomavam decisões, mas o grande Senhor era o
Infante D. Henrique. Foram chamadas populações para povoar as
ilhas: Minho e Douro Litoral; Algarve e Flandres.
3- Capitanias – Feitoria na Ilha de Santiago
4- Governador. A colonização foi feita com recurso portugueses e escravos de Angola e Guiné,
além dos indígenas.
|
1 – Madeira, trigo, cana do
açúcar
2– Plantas tintureiras, cereais e gado
3–Gado e plantas tintureiras;
cereais, açúcar, algodão; sal
4 - Cana do açúcar; pimenta
e madeiras. . |
5-
Costa Africana
|
5.
Feitorias-fortalezas ( capitão e
feitor) que guardavam os produtos negociados com as populações locais. Eram base, a partir das quais se chegava
aos locais de produção e tinham o objetivo de controlar o comércio nessa
região. ( ex: Arguim e Mina)
Os portugueses deixavam homens
voluntários, “lançados”, para explorar o interior.
Contrato de arrendamento – o comércio da
costa ocidental africana iniciado sob o comando de D. Henrique em 1422, foi
entregue a Fernão Gomes, em regime de exclusividade ( 1469-1475), no reinado
de D. Afonso V.
|
5. Escravos,
marfim, ouro, malagueta, pimenta.
|
6.
Índia
|
6.Feitoria fortificadas.
Vice-reinado
Ex: D. Francisco de Almeida
D. Afonso de Albuquerque
As rivalidades locais dão origem a um
estado soberano (Goa, 1512; em 1535, e
Damão, em 1559) - de Estado Português da Índia.
Feitorias-fortaleza
Afonso de Albuquerque incentiva os
portugueses a casarem com indianas – política de miscigenação
|
6. Pimenta; Canela; Açafrão; Cravinho; Cominhos. Laranja.
Têxteis: algodão, linho; sedas; porcelanas; pedras preciosas.
|
7.Brasil
|
7.
Capitanias a partir de 1534 – já que os capitães eram rivais entre si.
Governo Geral, centralizado, a partir de
1549, para acabar com as rivalidades.
|
7.
Pau-Brasil; animais exóticos; cana-de- açúcar
|
8.
Extremo Oriente
|
8. Relações comerciais
|
8.
Tecidos:
sedas; pedras preciosas; porcelanas; perfumes; pedras preciosas; chá; café;
arroz.
|
Transformações decorrentes do comércio à escala mundial
Aculturação – mútua influência de costumes, tradições e cultura entre
povos.
Contactos dos portugueses com outros Povos
Em África, os portugueses
contactaram com a civilização muçulmana, povos em regime tribal que se
dedicavam à pesca e caça, na costa ocidental. Aí, fizeram comércio e usaram a
força para aprisionar escravos. Na costa oriental, contactaram com o rico reino
do Monomotapa com o qual fizeram comércio.
Obras de arte do Benim ou do Congo denotam influência portuguesa.
Os portugueses introduziram novos hábitos como: milho e a mandioca.
Transmitiram a língua, cultura e religião.
Na Ásia, contactaram com civilizações evoluídas como as da Índia e
China.
Os portugueses controlaram as rotas comerciais do Mar Vermelho ( a
partir de Adem); do Golgo Pérsico; da Índia e do Japão; bem como pontos
estratégicos como Ormuz ( à entrada do Golfo Pérsico; Goa, capital do Império
do Oriente e Malaca à entrada do Extremo Oriente.
No Oriente, há a destacar a ação dos Vice-Reis: D. Francisco de Almeida
( controlando, por exemplo o Golfo de Adem, à entrada do mar Vermelho, até ali
dominado pelos Árabes) que dominou os mares e de Afonso de Albuquerque que
dominou pontos estratégicos em terra: Goa, na península do Indostão; Ormuz que
abria caminho ao rico comércio da Pérsia e Malaca que permitia o comércio com o
extremo oriente, a China e o Japão.
Os portugueses influenciaram culturalmente toda a costa ocidental da
Índia. De destacar a política de Afonso de Albuquerque que incentivou os seus
soldados a casarem com mulheres indianas para mais facilmente influenciar essa
zona.
Os portugueses divulgaram, no Oriente: a religião cristã; música
ocidental; cartografia e vocabulário. Introduziram a espingarda no Japão e
divulgaram conhecimentos astronómicos.
Na América, contactaram com povos
menos evoluídos que se dedicavam à caça e à pesca como os Tupis e
Guaranis. Levaram para lá a cana-do-açúcar.
As línguas portuguesa e espanhola impuseram-se na América.
Portugueses e espanhóis introduziram novas técnicas de cultivo e
construíram diversas cidades à maneira europeia.
Elementos de aculturação:
Goa: Igrejas cristãs; ruas; casas; jardins; escolas; mercados e
palavras.
Japão: Biombos Namban- que representam figuras de portugueses misturados
com os japoneses; espingarda
Porcelanas Indo- portugueses ou chineses.
Palavras como pan (pão); Lesusu (Jesus); manteika (manteiga)
Influência da Expansão em Portugal
Os portugueses começaram a trabalhar menos e a usar muitos escravos
negros para todas as tarefas.
Os banquetes tinham que ter muitas especiarias em excesso como pimenta,
canela e também açúcar. A comida era servida em pratos de porcelana.
Utilizaram mais perfumes e adornos de pedras preciosas e pérolas.
O oriente contribuiu com plantas para o fabrico de medicamentos e
influenciou na arte.
A ciência cartográfica evoluiu muito. Os portugueses deram um decisivo
contributo para o conhecimento do mundo tal como é na realidade.
O triunfo
das revoluções liberais
Explica a
importância das conquistas da revolução francesa para o liberalismo,
estabelecendo ligações com o caso português.
A Revolução francesa, apoiada, nos ideais iluministas estabelece:
- A soberania reside na Nação.
- Os poderes políticos foram separados
- A constituição tornou-se a lei fundamental do país, consagrando os
direitos dos cidadãos: liberdade de expressão, de reunião, de religião e
igualdade de todos perante a lei.
- Contribuiu para modernizar o Estado, a administração pública, as
finanças e o ensino.
- O Estado laicizou-se.
- A sociedade de ordens dá origem à sociedade de classes.
- os ideais da revolução francesa espalhados por toda a Europa e América
Latina ( onde deram origem a movimentos de independência), também chegaram a Portugal, por outras vias e
pelas invasões napoleónicas. Defendem: a liberdade: a igualdade e a
Fraternidade.
Estes ideais discutidos certamente no Sinédrio e entre a burguesia com
influência iluminista e entre os estrangeirados
(que estiveram fora de Portugal) influenciam a ocorrência da Revolução
Liberal Portuguesa que ocorre em 1820.
Enquanto, no Antigo Regime,
a soberania é divina, tendo o rei todos
os poderes, a Constituição, aprovada em 1822, defende a divisão dos poderes e a
soberania popular. O poder legislativo é entregue às Cortes, o executivo ao rei
e o judicial aos tribunais.
D. Pedro outorga a Carta
Constitucional em 1834.
Leis: Abolição dos direitos
feudais; substituição das ordens por classes, tal como acontecera na Revolução
Francesa, aplicando o ideal iluminista de igualdade, lei do morgadio paternos, segundo a qual só o
filho mais velho é que herdava os bens pai. Lei código civil. Defendem princípios iluministas:
- Rousseau – Soberania
popular: o poder reside no povo que o cede aos governantes eleitos por si. Se
os governantes não governarem de acordo com os interesses do povo podem ser
depostos através de eleições ou revoluções ( ex: Revolução americana; revolução
francesa; revolução portuguesa de 1820).
Os homens nascem e
permanecem livres e iguais em direitos.
- Voltaire defende a
liberdade e a tolerância religiosa.
- Montesquieu defende a
separação dos poderes em legislativo ( entregue a uma assembleia); executivo (
entregue ao rei ou presidente; Portugal: rei e o Judicial aos tribunais).
Com as leis de Mouzinho da
Silveira que acaba com os direitos feudais e afirma o direito da propriedade privada, a
sociedade torna-se mais igualitária,
acabam-se as ordens e surgem as classes. Com as leis anticlericais de Joaquim
Aguiar as ordens religiosas são expulsas.
Apogeu e declínio da influência europeia
Relaciona
o imperialismo do século XIX com os processos de industrialização
A. Europa no sec. XIX é
a fábrica do Mundo, a grande comerciante
e banqueira do Mundo.
As grandes potências industriais -
pretendem o domínio colonial e imperial para assegurar a sua hegemonia
mundial.
Imperialismo- Sistema
politico em que uma grande nação domina social e politicamente vastas regiões
independentes.
Colonialismo- Forma de
domínio social, politico e económico que o país colonizador exerce sobre as
colónias.
Dá-se, então, a partilha de África resultado da:
- Revolução industrial
-Vaga imperialista
- Viagens de exploração a
África
- Conflitos na Europa
-Conferencia de Berlim
(1885)
- Principio da ocupação
efetiva
Nesta partilha, as Grandes
potências, Inglaterra; França; Alemanh, saíram beneficiadas. O domínio colonial e
imperial é fundamental para as grandes potências conseguirem: matérias primas
baratas, ampliar os mercados para escoar os seus produtos e obter mão de obra
barata, para que possam continuar a ampliar os seus capitais e rendimentos.
Relaciona
a rivalidade económica e colonial entre as grandes potências industriais com a
agudização das tensões nacionalistas.
As rivalidades económicas que conduziram ao imperialismo e colonialismo
fez aumentar os nacionalismos dos países dominantes mas também dos dominados.
Nacionalismos -
desenvolvimento deste através da propaganda (pangermanismo – expansão do povo
alemão através da conquista de um espaço vital, defendendo a superioridade do
povo alemão)
A península balcânica
destaca-se também pelas pequenas nacionalidades que se querem libertar do
domínio da Áustria.
O império Austro-Húngaro
queria ter acesso ao mar mediterrâneo, anexando a Sérvia.
O império Russo tinha o
mesmo objetivo, bem como afinidades com os povos eslavos, considerando-se sua
protetora e prestando apoio aos Búlgaros, Sérvios e Bósnios.
A França quer recuperar a
Alsácia Lorena perdida na Guerra Franco Prussiana, no final do século XIX.
Este facto leva à política
de alianças:
Forma-se a: Tríplice
Aliança: Áustria/Hungria + Itália + Alemanha; Tríplice Entente Cordiale: França
+ Inglaterra + Rússia
Refere os acontecimentos que
antecedem a eclosão da 1.ª Grande Guerra.
Antecedentes da 1ª Guerra
Mundial
Rivalidades económicas colonialistas
e imperialistas agudizam o clima de tensão. - que conduziram ao imperialismo e
colonialismo, que levou a paz armada e à corrida ao armamento com a emergência
de uma Politica de alianças – Tríplice
Aliança, ou Aliados: Áustria/Hungria + Itália + Alemanha; Tríplice Entente Cordiale, ou Potências
Centrais: França + Inglaterra + Rússia
A 28 de agosto de 1914,
Francisco Fernando (herdeiro do trono do império Austro-húngaro) na Bósnia, por
um estudante sérvio, o que deu início à 1ª guerra mundial.
Quando o arquiduque
Francisco Fernando, herdeiro do trono austro-húngaro é assassinado na Bósnia,
por um estudante sérvio, A Áustria Hungria exige o desmantelamento do movimento
terrorista em 24 horas. Na impossibilidade disso acontecer, a França e a
Inglaterra que protegia a Bósnia e a Servia declaram guerra à Áustria –Hungria. A seguir entra a Alemanha,
sua aliada e o conflito generaliza-se.
Participação
de Portugal na 1.ª Grande Guerra.
Portugal entrou na Primeira
Guerra Mundial, para defender as suas colónias africanas, garantindo a sua
posse, para obter o reconhecimento do regime republicano ao lado dos
Aliados, como o CEP, Corpo
Expedicionário Português que, embora mal equipado, lutou bravamente. Releva-se
a Batalha de La Lys, na Flandres, a 9 de abril de 1918.
A intervenção de Portugal na
guerra agravou as dificuldades internas e aumentou o descontentamento do povo.
Levou ainda a um período de ditadura por Sidónio Pais.
O fim da 1ª República
Fatores económicos
Depois da guerra, a situação
económica do país piorou ainda mais, os salários não acompanhavam a subida dos
preços. Por isso o nível de vida da população desceu.
Fatores sociais e políticos
Portugal:
da 1ª República à ditadura militar
-Avalia o alcance das
principais realizações da 1.ª República ao nível da legislação social, da
laicização do Estado e das medidas educativas.
- Explica o derrube da 1ª
República e a sua substituição por um regime ditatorial
5 - 1ª República
Primeiras medidas: Nova bandeira; “A Portuguesa”- torna-se hino
nacional; surge o Escudo, como moeda; a
Igualdade entre filhos legítimos e ilegítimos
O Governo provisório é
chefiado por Teófilo Braga.
A 1ª Constituição republicana
de 1911, defende:
Todos são iguais perante a lei; Liberdade
de expressão e a Separação de poderes
O poder legislativo é
entregue ao Parlamento; o Executivo, aoPresidente da República e governo e o Judicial, aos tribunais
Realizações da 1ª República:
- Laicização do estado:
estado civil (decreta liberdade religiosa); expulsão das ordens religiosas e
nacionalização dos seus bens; registo civil obrigatório; legalização do
divórcio.
- Legislação social:
autorização da greve; instituição do descanso semanal obrigatório; limitação
dos horários de trabalho; seguro obrigatório para doença e velhice.
- Não conseguiu diminuir a
instabilidade política nem social. O proletariado continuou descontente, apesar
da 1ª República ter feito algumas leis a seu favor como a da greve que acabou
por reprimir.
- A nível cultural conseguiu
melhores resultados, embora em pequenas dimensões:
- Criou escolas primárias. A 1ª República criou cerca de 1105 escolas primárias o que fez
diminuir em 8,1% as freguesias sem
escola. O número de professores aumentou em cerca de 2500, devido às novas
escolas de formação de professores. Tudo isto levou a que a taxa de
analfabetismo baixasse 7,6%, o que não é muito significativo, mas demonstra a
preocupação da 1ª República pela educação e ensino. Criou, também, escolas
técnicas e liceus e a escolaridade obrigatória entre os 7 e os 10 anos, escolas
para a formação de professores; as Universidades do Porto e Lisboa,
reorganizou-se a de Coimbra; abriram-se museus; bibliotecas; coretos para
divulgação da música.
Porém, as dificuldades
também existiram:
· Oposição da igreja católica e dos
monárquicos devido à perda de privilégios e ao desagrado face às leis do Estado
laico e superioridade das civis.
· Os operários mostravam-se descontentes
com a lentidão da resolução dos problemas
Tudo isto levou a que se
pensasse que só uma Ditadura militar resolveria o problema. A 28 de maio de
1926, um golpe militar iniciado em Braga pôs fim à 1ª República: o parlamento
foi dissolvido; as liberdades individuais foram suspensas e o poder passou a
ser assumido pelos militares.
Crises, ditaduras e democracia na década
de 30
- Identifica
os princípios ideológicos comuns ao (s) fascismo (s).
- Caracteriza
as especificidades do nazismo, destacando o seu carácter racista e de
genocídio.
- Refere
as organizações repressivas e os mecanismos de controlo da população criados
pelo Estado Novo
O
fascismo, uma ditadura totalitária. O totalitarismo nazi.
Mussolini estabeleceu em
Itália uma ditadura fascista, caracterizada pela concentração dos poderes no
chefe do governo, pelo estabelecimento do Estado totalitário, corporativo e
pelo culto do nacionalismo. Mussolini pretendia elevar a Itália a potência
económica e colonial, pelo que desenvolveu a agricultura e a indústria,
fomentou as obras públicas e conquistou a Etiópia. Interveio na Guerra Civil
Espanhola e na 2ª Guerra Mundial.
Na Alemanha, Hitler,
dirigente do Partido Nacional-Socialista (Nazi)
aproveitou a humilhação sofrida pela perda da !ª Guerra e pela
humilhação infligida aos alemães pelo Tratado de Versalhes, bem como o clima de
instabilidade económica e social, consequência da Crise de 1929. As suas propostas
conseguiram o apoio da população alemã e em 1932, o partido NAZI torna-se no
maior partido alemão. No ano seguinte Hitler é nomeado Chanceler e passa a
governar a Alemanha em ditadura que se caracterizava pelo totalitarismo (
Hitler tem a totalidade do poder, o partido NAZI era o único partido, as
populações eram controladas e educadas de acordo com a ideologia nazi), pelo
racismo ( superioridade da raça alemã, perseguição aos judeus, necessidade de
criação de um “espaço vital” para o desenvolvimento do país.
Para impor se limites as
suas ideias perseguiu e eliminou brutalmente todos os seus opositores.
· O fascismo
Razões do avanço da
extrema-direita:
1. Económicas
Dificuldades económicas pós
guerra; Ruína de muitas cidades; Crise de 1929. Desemprego; Redução do nível de
vida.
2. Sociais
Triunfo da revolução
soviética; a população ansiava por um governo forte que resolvesse a crise; meios
utilizados:. Violência; Ameaças;
Espancamentos contra os partidos de esquerda e sindicatos, Destruições: Milícias armadas e agressivas
(camisas negras); o operariado
hesitante
2. Propaganda: através da Imprensa;
Rádio, pretendendo atrair as classes médias; realização de Comícios
A tomada de poder por
Mussolini
Os industriais e os
proprietários passaram a apoiar um partido de extrema-direita: o Partido Nacional
Fascista (1921) chefiado por Benito Mussolini. Dispondo de milícias armadas (os
camisas negras), o Partido Fascista violentava os militantes de esquerda e
reprimia as greves.
Em 1922, o rei de Itália,
pressionado pelas manifestações fascistas, encarregou Mussolini de formar
governo. Em 1924 realizaram-se eleições e recorrendo à violência e à corrupção,
Mussolini conseguiu tornar-se o senhor absoluto de Itália.
Ideologia
· Totalitarismo/ Estado Uno; O estado
controla toda a sociedade; Imperialismo
dada a necessidade de alargar o espaço
territorial; Corporativismo:Associação entre patrões e assalariados evitando a
luta de classes e o comunismo
· Primado do Chefe – Duce ou Chefe
· Primado do Estado – obediência
incondicional ao Estado, não havendo interesses individuais
· Primado do Partido – Existência de um
único partido, para não haver oposição.
Organizações juvenis
fascistas – que visavam a preparação
militar e física dos jovens. Ex: Juventude Fascista
Economia
1. Vantagens para as famílias numerosas para
que a expansão italiana fosse assegurada por uma população forte.
2. Políticas imperialistas, (conquista da
Etiópia), desenvolvimento da indústria
3. Combate ao desemprego
4. Investimentos em
infraestruturas que melhorassem a qualidade de vida dos italianos.
Autarcia – independência
económica.
· Nazismo
Ascensão:
1. Humilhação após o Tratado
de Versalhes; Crise de 1929; Crise social gravíssima, a população procurava
um chefe forte que resolvesse a crise económica.
Partido Nacional Nazi -
Apoio financeiro dos grandes burgueses que receavam o comunismo.
1932- Partido Nazi foi o
mais votado e nomeou Hitler chanceler. Este toma de imediato medidas antidemocráticas
1934 – Hitler acumula os
cargos de presidente da república e de chanceler.
Meios de Consolidação
Violência e força contra os
adversários (SA e SS), através de milícias; Propaganda, comícios e censura
Controlo da juventude (todos os jovens tinham uma educação
nacionalista e militar); Proibição de greves e sindicatos. Os operários estavam
inscritos na frente de trabalho.
Ideologia
- Primado do estado; Primado
do partido; Primado do chefe; Corporativismo; Imperialismo; Antissemitismo -> Genocídio do povo judeu
Política económica
Objetivo – Autarcia. A Alemanha deveria ser
economicamente independente sem precisar de importar qualquer produto.
Racismo e expansionismo
Para os Nazis existiam raças
superiores - a raça ariana e raças inferiores - a raça judia.
Esse violento antissemitismo
levou à tentativa de genocídio dos judeus.
Segundo a lógica racista, os
alemães deveriam ter direito a um espaço vital, territórios considerados
necessários para o bem-estar e crescimento do povo, que deveriam conquistar aos
povos inferiores.
A ditadura salazarista (edificação do Estado
Novo) .
Em 1928, António de Oliveira
Salazar, professor da Universidade de Coimbra foi chamado para ministro das
finanças e conseguiu equilibrar as contas públicas. Desta forma, é nomeado em
1932, Presidente do Conselho de Ministros
Salazar serviu-se para
constituir um Estado forte, autoritário e repressivo da propaganda, defendendo
um estado forte, e valorização da nação com uma longa história, vincando o
orgulho de ser português e de um estado pluricontinental e pluriracial, que
ocupava um grande espaço; o dever de obedecer ao chefe; da educação da mocidade
masculina, a fim de formar as consciências para a defesa do estado e mocidade
feminina a fim de formar valores de esposa, mãe e dona de casa.
Tentou integrar toda a
população civil nos ideais do regime, através da Mocidade Portuguesa e Legião
Portuguesa.
Quem não estivesse de acordo
com estes ideais teria a polícia política PIDE ou a GNR a controlar as suas
ações a reprimir e a prender, por vezes
matar.
Criou um regime autoritário,
antiparlamentar e antidemocrático.
A
2ª Guerra Mundial: violência e reconstrução
Caracteriza
a Europa sob o domínio do Terceiro Reich, salientando os diversos níveis de
violência exercidos nos países ocu Relaciona a política expansionista dos regimes
fascistas com o eclodir da 2.ª Guerra Mundial pados e as ações de resistência.
A Alemanha depois de
abandonar a SDN, desrespeitou o Tratado de Versalhes, restabelecendo o tratado
de Versalhes, orientando a produção industrial para o armamento e defendendo o
pangermanismo, lançou-se na conquista do espaço vital ( criação da Grande
Alemanha), o que os levou a ocupar a Renânia, anexar a Áustria, a
região dos Sudetas ( no noroeste da Checoscolováquia).Fez, também pactos
militares com a Itália (Eixo Berlim-Roma) e o pacto Komintern ( Alemanha, Japão
e União Soviética). Depois do protestos da SDN, das potências ocidentais e da
assinatura do Pacto de Munique. Em 1939,
a Alemanha, ocupou a Checoslováquia e exigiu a entrega de Dantzig à Polónia
pelo que a França e a Inglaterra garantiram apoio à Polónia em caso de ataque.
Este veio a acontecer a 1 de Setembro de 1939, dia em que a Alemanha invadiu a
Polónia o que levou a Inglaterra e a França a declarar guerra à Alemanha.
Os alemães que defendiam a superioridade da
raça ariana, desprezavam os eslavos e particularmente os judeus, raça impura e
perigosa ( que tinha grande poder e domínio económico). Desta forma perseguiram
os judeus, limitando a sua ação, encerrando-os em guetos, onde viviam em
condições infra-humanas e outros foram levados para campos de concentração,
onde eram sujeitos a trabalhos forçados. Em 1942, decretou a “Solução Final” ou
seja o extermínio total dos judeus da Europa – genocídio. Os judeus foram
levados das regiões ocupadas para campos de concentração/extermínio onde os
mais frágeis eram asfixiados em câmaras de gás e cremados em fornos. No final
da guerra, os próprios judeus abriam sob ameaça, valas, onde eram se deitavam e
eram assim mortos cobertos de cal viva e terra. No entanto, ciganos, negros,
homosexuais e comunistas tiveram o mesmo fim. Todas estas atitudes representam
o total desprezo pelos direitos humanos
Após a ocupação da Polónia,
em 1939, a Alemanha prosseguiu a sua expansão militar. Nas várias ofensivas, Hitler
utilizou a tática da Guerra Relâmpago, isto é, uma rápida movimentação de
carros Blindados,, apoiados por Bombardeamentos da aviação contra as forças,
militares inimigas.
Em 1940, na Europa Ocidental, apenas a
Inglaterra parte da França e os países Neutrais (Portugal, Espanha, Suíça e
Suécia) escapavam ao domínio NAZI.
No decorrer dos anos de 1940 e 1941, a
guerra deflagrou noutras regiões da Europa e do mundo. No leste europeu, os
alemães ocuparam a ROMÉNIA, a Bulgária e a Hungria. Em 1940, no Norte de
ÁFRICA, os alemães para cortarem aos ingleses a rota do Canal de Suez,
desembarcaram na Líbia e entraram no Egito. Em finais de 1941, no Pacífico, a
aviação japonesa atacou de surpresa a frota americana estacionada em Pearl
Harbour (Havai). Este ato levou os EUA a
entrar no conflito.
Assim a guerra tinha-se MUNDIALIZADO. A
Alemanha e o JAPÃO possuíam grande superioridade MILITAR, controlando várias
regiões do mundo.
Até finais de 1942, as
vitórias do EIXO foram constantes, em
particular na Europa, Norte de África e
Pacífico. A partir de 1943, as ações da Resistência e a maior capacidade militar dos Aliados
impuseram-se à força do Eixo. A partir de 1943, as ações da Resistência e a maior capacidade militar dos Aliados
impuseram-se à força do Eixo.
Após 1945, num mundo
esgotado (perdas humanas) e arruinado (destruição material), nasceu uma nova
organização mundial destinada a preservar a paz e a promover a colaboração
entre povos – a ONU. Entretanto, os criminosos de guerra eram julgados em
NUREMBERGA enquanto a Alemanha era dividida
em quatro zonas de ocupação.
Portugal democrático: a Revolução de abril
Explica a desagregação do
Estado Novo
Explica as motivações do
golpe militar do 25 de abril de 1974
Caracteriza a organização da
sociedade democrática a partir da Constituição de 1976
Marcelo Caetano substituiu Salazar quando
este entrou em estado de coma e morreu posteriormente.
Os portugueses esperavam que Caetano
tornasse o regime mais democrático, mas aquele dominado pelos ministros de
Salazar, fez apenas pequenas reformas. No entanto, Marcelo não fez uma efetiva
liberação do regime e continuou com a guerra colonial o que descontentava uma
larga faixa da população portuguesa e em particular os militares, que
resolveram planear uma revolução,
tomando a dianteira o MFA ( movimento das forças armadas, ou dos capitães) com
o objetivo de estabelecer uma democracia e acabar com a guerra colonial.
Assim, em síntese, as
motivações da revolução do 25 de Abril são:
- Descontentamento com a
Guerra Colonial que ceifava vidas constantemente e não tinha em conta o
sacrifício dos militares portugueses nessa guerra, já praticamente, perdida na
Guiné, em 1973. Desgaste de todos os intervenientes, (13 anos) e elevado número
de mortos e estropiados de guerra,
- A recusa à independência
das colónias africanas
- Insatisfação popular
devido ao regime autoritário e repressivo salazarista;
- A PIDE que perseguia,
prendia, torturava, os que se opunham ao regime;
- A falta de liberdade de
expressão (censura)
- Derrube do governo de
Marcello Caetano pelo movimento das Forças Armadas
Com o tempo foram-se delineando os chamados
3DS:
-DESCOLONIZAR - Pôs fim à
guerra colonial, ou seja dar independência a todas as colónias portuguesas
-DEMOCRATIZAR - Estabeleceu
um regime democrático que estabeleceu as liberdades fundamentais.
Libertou os presos políticos
Estabeleceu um regime
parlamentar
-DESENVOLVER - Estabeleceu
princípios de desenvolvimento, no sentido de iniciar reformas na estrutura
económica e financeira do país de forma a obter maior justiça social.
Descolonizar, democratizar o
país restituindo aos portugueses todas as liberdades cívicas de que estava privado e desenvolver o país no sentido de iniciar
reformas na estrutura económica e financeira do país de forma a obter maior
justiça social.
A nova Constituição entrada em vigor em 25
abril de 1976, instituiu um estado Democrático
baseado na soberania popular . Os portugueses passaram a viver num
regime democrático parlamentar. Consagraram-se as Liberdades
individuais e coletivas,
como por exemplo, o direito à livre
expressão do pensamento ou à liberdade de associação em partidos políticos
bem como o sufrágio universal e o direito à educação e cultura
5 - Os atuais órgãos de soberania são :
A – Presidente da República com poder executivo
B - Assembleia da República
com Poder Legislativo.
C – Governo com poder legislativo
D – Tribunais com poder
judicial .
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