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terça-feira, 9 de maio de 2023

Salazarismo/25 Abril

Objetivos gerais para o teste ( Maio 2023):

Conhecer as caraterísticas gerais do Salazarismo
Explicar as mudanças trazidas pela Primavera Marcelista
Explicar as razões de descontentamento que lavaram à Revolução do 25 de Abril
Tomar uma posição crítiva face à consecução dos objetivos do 25 de abril: Democratizar; descolonizar; desenvolver.
Caracterizar o pós 25 de Abril.
Analisar as caraterísticas do poder instituído pela Constituição de 1976

Distinguir os diversos órgãos de poder: central; autártico e regional


      Salazarismo:

  A ditadura salazarista (edificação do Estado Novo) .

Em 1928, António de Oliveira Salazar, professor da Universidade de Coimbra foi chamado para ministro das Finanças e conseguiu equilibrar as contas públicas. Desta forma, é nomeado em 1932, Presidente do Conselho de Ministros.

Salazar serviu-se para constituir um Estado forte, autoritário e repressivo da propaganda, defendendo um estado poderoso, e valorização da nação com uma longa história, vincando o orgulho de ser português e de um estado pluricontinental e pluriracial, que ocupava um grande espaço; o dever de obedecer ao chefe; da educação da mocidade masculina, a fim de formar as consciências para a defesa do estado e da mocidade feminina a fim de formar valores de esposa, mãe e dona de casa.

Tentou integrar toda a população civil nos ideais do regime, através da Mocidade Portuguesa e Legião Portuguesa.

Quem não estivesse de acordo com estes ideais teria a polícia política PIDE ou a GNR a controlar as suas ações a  reprimir e a prender, por vezes matar.

Criou um regime autoritário, antiparlamentar e antidemocrático, através do uso da propaganda ( SNI - Serviço Nacional de Propaganda); dos livros escolares e das "Lições de Salazar"; da Censura  de tudo o que era publicado e da defesa do Partido único - União Nacional.






  HISTÓRIA PROBLEMA


Era um povo que vivia num país pobre e rural. A industrialização existia apenas nas principais cidades de Lisboa e Porto.
Muitos setores da população estavam descontentes com a imposição de um estado laico, não aceite por todos, com fraco desenvolvimento económico e a carestia de vida o que fazia reinar a desordem, a instabilidade política e social com governos sucessivos, greves, atentados à bomba e manifestações frequentes. O exército resolveu tomar posição e chefiado pelo general Gomes da Costa marchou sobre Lisboa e instaurou uma Ditadura.
O governo constituído chamou, para o ministério das Finanças, Oliveira Salazar para quem um estado só podia ser equilibrado economicamente se fosse ordeiro. Para isso, depois das liberdades serem suprimidas pela Ditadura, Salazar vai conseguindo mais poder, tornando-se, em 1932, Presidente do Conselho. Confessa, então, que detesta a democracia parlamentar.
Homem de família pobre, crê que Portugal deve continuar a equilibrar as suas finanças a partir das suas bases rurais. Chega, aliás, a comentar melancólico: “A tristeza lusitana tem boa cepa como o vinho, o queijo, a maçã e o granito.”
Em 1950, Portugal ainda era um país dos mais atrasados da Europa. No entanto, nessa altura, o governo tomou medidas capazes de desenvolver as indústrias siderúrgica, refinação de petróleo, adubos, montagem de automóveis, construção naval, têxteis, calçado, a fim de limitar as importações e fomentar as exportações, o que conseguiu.
Em 1960, Portugal aderiu à EFTA, abrindo-se ao exterior. O Turismo ajudava a equilibrar a balança comercial.
A população ativa diminuiu na agricultura e aumentou na indústria e nos serviços.
As populações do interior migraram para os centros urbanos. Daí, emigraram, legal ou clandestinamente, para a França, Alemanha e Estados Unidos, à procura de melhores condições de vida, já que o nível económico estava muito longe dos países desenvolvidos.
A partir de 1961 (Angola); 1963 (Guiné) e 1964 (Moçambique), os movimentos independentistas organizaram revoltas que pretendiam lutar pela independência. Face à intransigência de Salazar, goram mobilizadas tropas (900 000, entre 1961 e 1974) para combater esses movimentos. Esta guerra colonial determinou 9 mil mortos e inúmeros feridos e deficientes. A nível extern, Portugal era condenado pelos organismos internacionais, pois os países desenvolvidos já tinham dado independência às suas colónias. Salazar, todavia, continuava com a política do “orgulhosamente só.”
A guerra colonial determinou despesas elevadas e limitou o desenvolvimento do país.
Estes fatores entristeciam uns e revoltavam outros, que, no entanto, eram educados a obedecer ao Estado, desde a escola primária, às organizações de juventude, camisas verdes que catequizavam os jovens a defender as ideias de ordem e obediência aos valores do Estado Novo para, quando adultos se agruparem em milícias armadas, a Legião Portuguesa, que ajudaria a ditadura a manter-se no poder. A mesma missão tinha a polícia política, PIDE, as prisões e o campo do Tarrafal em Cabo Verde, bem como a Censura que cortava toda a expressão escrita ou verbal contra o regime
Desta forma, os portugueses sentiam-se descontentes. Uns emigravam para fugir à prisão, outros para fugir à guerra. Quem ficava cá sentia medo de dizer o que não devia e ser preso. Dizia-se que as paredes tinham ouvidos. Na verdade, os informadores da PIDE eram anónimos e qualquer pessoa o podia ser. Mais de três pessoas juntas era considerado um comício por isso as pessoas tinham medo de se juntar.
O medo era uma constante em Portugal não se podia ouvir canções, nem ver filmes, nem ler livros e revistas que circulavam livremente no estrangeiro. A coca cola era proibida!
Quando os estrangeiros nos visitavam, ao lado da simpatia dos portugueses sentiam a falta de espontaneidade, característica do medo.


Procura problemas na história apresentada, inserindo-as nas categorias abaixo específicadas. Uma vez preenchida a coluna dos problemas, pesquisas soluções para esses problemas.


CATEGORIAS
PROBLEMAS
SOLUÇÕES
Política
Portugal vivia uma ditadura, Salazar tinha uma política colonialista e um regime totalitário. Era auxiliado pela PIDE para se manter, pelo facto de instituir um Partido Único, a União Nacional. O nacionalismo levava a considerar que Portugal deviam civilizar os indígenas das colónias,
O regime português vivia isolado da Europa.
Era praticada uma política repressiva através da PIDE, das prisões e do campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.
O PCP (partido comunista português), formado a 1921, era uma estrutura clandestina, principal oposição ao governo. A 1945 forma-se o MUD (Movimento de Unidade Democrática) que apresenta às eleições Norton de Matos que acaba por desistir. Em 1958, apresenta-se às eleições Humberto Delgado que foi vitima de eleições fraudulentas sendo depois assassinado pela PIDE. Em 1958, o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes criou uma oposição Católica ao governo de Salazar tendo sido exilado.
A 25 de Abril de 1974 deu-se a revolução que destitui o governo de Marcelo Caetano e institui a Junta de Salvação Nacional com a missão de fazer a transição para a democracia: 3Ds -Democratizar, Descolonizar e Desenvolver
- abolição da PIDE e Censura
- formação de partidos políticos livres.
- descolonização das colónias em África.
- o Desenvolvimento foi a questão mais difícil.
Constituição de 1976 –institui uma democracia parlamentar que define o direito à liberdade e acaba com a censura.
Militar
A partir de 1961 há revoltas pela independência em Angola, Guiné e Moçambique. Inicia-se a Guerra Colonial, já que o Estado Novo se opunha à autodeterminação e independência das colónias.
Em Portugal, havia uma sociedade militarizada que ensinava as pessoas a combater através da Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa e do Exército obrigatório.
Spínola propõe uma solução pacífica, quando a Guiné declara a independência, em 1973, o que não foi aceite por Marcelo Caetano. Desta forma, só após o 25 de abril é que Portugal reconhece a independência das colónias, iniciando-se, então a descolonização que determinou a autodeterminação e independência dos povos colonizados: Guiné, reconhecida em 1974, Moçambique, Cabo-Verde São Tomé e Príncipe e Angola em 1975. 
Economia
Fraco desenvolvimento económico, agricultura atrasada, embora algum  desenvolvimento industrial, sobretudo a partir dos planos de fomento em 2 cidades (Lisboa e Porto). Adesão de Portugal a EFTA a partir de 1960. Desenvolvimento do turismo.
A Guerra colonial determina despesas elevadas.
Continua a haver dificuldades, dado a existência de uma crise mundial.
A agricultura e indústria são pouco competitivas.
Há a nacionalização de grandes empresas; e a Reforma Agrária, no Alentejo, sendo distribuídas propriedades aos trabalhadores. mais tarde,1978 e 1983,  recorre-se ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que obriga a  contenção das despesas e aumento de impostos.

Em 1986, Portugal é admitido na CEE (Comunidade económica europeia). Fazem-se várias  reformas, como: privatizações, reforma do sistema fiscal, desburocratização da administração pública e abertura do mercado interno

Sociedade
A falta de liberdade de expressão tornava a sociedade obediente e entristecida. Migração para as cidades e emigração sobretudo a partir de 1960,para a França, Suiça, Luxemburgo, Venezuela e E.U.A, entre outros. 
 9000 mortes e 3000 feridos vão marcar a consciência social, criando um sentimento de tristeza e desânimo. 
As primeiras eleições livres ocorrem em 1975 e a Nova constituição é aprovada em 1976. Define: a igualdade de todos perante a lei, bem como a liberdade de expressão e reunião;um regime parlamentar com separação dos poderes
Houve uma melhoria nos cuidados de saúde e nos apoios sociais, graças ao Serviço Nacional de Saúde e à Segurança Social. A mortalidade infantil, a emigração e o analfabetismo diminuíram significativamente.
Muita gente voltou a Portugal contribuindo para a dinamização social, política e cultural do país.
A população ativa passou a empregar-se maioritariamente no setor terciário.
A Vinda dos retornados ou seja portugueses que viviam nas colónias que voltam a ortugal, vêm exigir soluções para a sua situação.
Cultura
Toda a cultura era censurada através da Comissão de Censura.
Não eram permitidos livros, canções, revistas, filmes considerados contra o regime. Um ajuntamento com mais de três pessoas era considerado uma reunião ilegal.
Portugal era um país com um alto analfabetismo e quase total desconhecimento do que se passava no estrangeiro, devido às dificuldades de viajar e à censura.
Aumentou a alfabetização, a comissão de censura foi abolida sendo assim permitida a leitura de livros, revistas, bem como a visão de filmes e audição de músicas que até ali eram proibidos.
Os portugueses puderam  juntar-se em grupos, livremente,  o que deu origem a muitos grupos culturais, sociais, recreativos e políticos que dinamizaram a cultura, em Portugal. As viagens tornaram-se mais fáceis o conhecimento do estrangeiro e maior a cultura dos portugueses.




segunda-feira, 17 de abril de 2023

Concurso de fotografia "Green photo"

 







Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar  

Regulamento do Concurso de fotografia «Green Photo»  

 

 

ENQUADRAMENTO

1. O concurso de fotografia é dinamizado pelo Clube Europeu da Escola Básica Júlio Dinis e

enquadra-se no tema da Rede dos Clubes Europeus «Juventude - O Futuro da Europa».

 

 

OBJETIVO

2. O concurso tem como principal objetivo contribuir para que os jovens observem o meio ambiente que os rodeia, se consciencializem da necessidade da sua defesa e conservação, divulgando, também, desta forma, o património natural de Gondomar.

 

 

PARTICIPANTES

3. O concurso é aberto à comunidade escolar e local.

3.1. Os participantes serão divididos em duas categorias:

Categoria A – Concurso interno do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis

1.º escalão - Alunos do 2.º ciclo

2.º escalão - Alunos do 3.º ciclo.

Categoria B - Concurso geral

3.º escalão - Jovens até aos 18 anos (inclusivé) que estudem ou residam em Gondomar.

4º escalão – Residentes em Gondomar com mais 60 ou mais anos de idade.

3.2. Cada participante poderá apresentar apenas uma fotografia a concurso.

 

 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA

4. As fotografias a concurso devem retratar aspetos do património natural do concelho de

Gondomar.

4.1. Só serão admitidas fotos a cor, preto e branco ou sépia, nos formatos Jpg  e Tiff com dimensão não inferior a 1.200 pixels no lado maior. O tamanho máximo por ficheiro é de 10Mb (esta informação poderá ser confirmada nas propriedades da imagem - tamanho em pixéis da largura/altura da imagem). As únicas manipulações digitais de imagem autorizadas são correções de luminosidade, contraste, saturação e reenquadramento. Não são admitidas fotografias de pessoas reconhecíveis a menos que o autor tenha todas as autorizações necessárias para a utilização e publicação dessas fotografias neste concurso.

4.2. As fotografias enviadas não podem ter qualquer tipo de moldura, assinatura ou qualquer marca que permita identificar o autor.

4.3. Cada fotografia deverá fazer-se acompanhar das seguintes indicações:

- Título; local e data onde foi tirada. Uma pequena descrição da mesma.

- Escalão e Categoria de participação;

- Identificação do pseudónimo, à semelhança deste exemplo: “Reflexos - Praia da Batata, 2022, Enzo”.

- Os concorrentes menores de 18 anos, para além dos seus dados pessoais, devem incluir os dados do seu encarregado de educação, o qual se responsabilizará pela participação do seu educando neste concurso.

4.4.  Os concorrentes efetuam a sua participação submetendo a fotografia assim como ficha de identificação na plataforma web de submissão de candidaturas ao concurso, disponibilizada através do seguinte link: https://forms.gle/DZkzajMfgj8VEFcQ9

4.5. A data de início de receção das fotos é o dia 21 de março e a data-limite é o dia 22 de abril de 2023.

4.6 - A submissão da candidatura ao concurso pressupõe o conhecimento expresso e aceitação prévia das condições de participação estabelecidas neste regulamento.

 

 

5. Júri

5.1 - O Júri do concurso integra professores do Clube Europeu, um professor de Educação Visual; um membro da Associação de Estudantes e um membro da Associação de Pais.

5.2. O júri apreciará e decidirá quais as fotografias premiadas de acordo com os

seguintes critérios:

a) conformidade dos trabalhos com o presente regulamento.

b) adequação ao tema proposto, qualidade estética, criatividade e originalidade.

5.3 – Os resultados serão publicados a partir de 9 de maio.

5.4 - Das decisões do júri não haverá recurso.

 

 

6. Divulgação dos resultados

6.1 - Os resultados serão divulgados no Facebook e Instagram do Clube Europeu da Escola Básica Júlio Dinis, na sua página, assim como na página do Agrupamento, e facebook da Escola Básica júlio Dinis – “Escola Básica 2/3 Júlio Dinis”.

6.2 - Os concorrentes premiados serão informados, por correio eletrónico, a partir de 9 de maio de 2023.  

 

7 – Prémios

7.1 - Será atribuído um prémio a cada escalão.

7.2 – A entrega dos prémios decorrerá na festa final de ano do agrupamento Júlio Dinis

 

8. Autorização de utilização por terceiros

8.1 - Com a apresentação a concurso, os participantes autorizam o Clube Europeu da Escola Júlio Dinis a  expor os seus trabalhos , assim como a realizar a sua eventual divulgação e reprodução em publicações ou outros meios promocionais, sendo, no entanto, sempre mencionada a autoria das fotos nas utilizações que delas venha a fazer. Renunciam, também, a receber qualquer contrapartida financeira ou de outra índole, considerando ambas as partes que o objetivo dessas publicações, edições e outras seja de exclusivo interesse cultural, promocional e social.

 

9. Disposições finais

9.1 - Não poderá concorrer a este concurso qualquer elemento que seja familiar direto dos membros do júri.

9.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela organização, única entidade competente para o efeito.

9.3. A participação neste concurso implica a aceitação integral do presente regulamento.

 

 

 

 


Concurso Literário: Juventude - futuro da Europa

 




   Agrupamento de Escolas Júlio Dinis, Gondomar    

Regulamento do Concurso literário “Juventude: Futuro da Europa”      

 

ENQUADRAMENTO

1. O concurso literário é dinamizado pelo Clube Europeu da Escola Básica 2/3 Júlio Dinis, Gondomar e enquadra-se no tema proposto pela Rede de Clubes Europeus «Juventude - O Futuro da Europa».

 

OBJETIVO

2. O concurso tem como principal objetivo contribuir para que os jovens observem o meio que os rodeia, tendo em vista uma cidadania interveniente e como meta uma sociedade sustentável.

 

PARTICIPANTES

3. O concurso é aberto à comunidade escolar e local.

3.1. Os participantes serão divididos em duas categorias:

Categoria A – Concurso interno do Agrupamento de Escolas Júlio Dinis

1.º escalão - Alunos do 4º ano e do 2.º ciclo

2.º escalão - Alunos do 3.º ciclo.

Categoria B - Concurso geral

3.º escalão - Jovens até aos 18 anos (inclusivé) que estudem ou residam em Gondomar.

4º escalão – Residentes em Gondomar com mais 60 ou mais anos de idade.

3.2. Cada participante poderá apresentar a concurso apenas um texto sob as modalidades de  poesia ou prosa revestindo a forma de conto; crónica; reportagem; entrevista, ensaio, devendo obrigatoriamente ser inédito. Ao inscrever-se neste concurso, o participante declara que o texto enviado é de sua própria autoria e assume a responsabilidade plena por eventuais acusações de plágio e violação de direitos autorais, que configura crime previsto no art. 184 do Código Penal.

 

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE ENTREGA E AUTORIA

4. Os textos a concurso devem subordinar-se ao tema: Juventude – Futuro da Europa

4.1 O texto, escrito em língua portuguesa, não deve ultrapassar duas página A4, deve utilizar as fontes Times New Roman ou Arial, em  tamanho 12, com espaçamento de 1,5 e deverá ser assinado por um pseudónimo.

 4.2.  Os concorrentes efetuam a sua participação submetendo o texto,  assim como os dados de identificação na plataforma web de submissão de candidaturas ao concurso, disponibilizada através do seguinte link: https://forms.gle/z3Z4AoYXr6XpVTtR7

4.3. A data de início de receção do texto é no dia 21 de março e a data limite é o dia 5 de maio de 2023 (Dia mundial da língua portuguesa).

4.4 - A submissão da candidatura ao concurso pressupõe o conhecimento expresso e aceitação prévia das condições de participação estabelecidas neste regulamento.

 

5. Júri

5.1 - O júri do concurso integra professores do Clube Europeu, a coordenadora da Biblioteca Escolar, um membro da Associação de Estudantes e um membro da Associação de Pais.

5.2. O júri apreciará e decidirá quais os textos premiados de acordo com os seguintes critérios:

a) conformidade dos trabalhos com o presente regulamento.

b) adequação ao tema proposto, correção linguística, qualidade estética, criatividade e originalidade.

5.3 – Os resultados serão dados a conhecer a partir de 24 de maio.

5.4 - Das decisões do júri não haverá recurso.

 

6. Divulgação dos resultados

6.1 - Os resultados serão exibidos no facebook  e Instagram do Clube Europeu da Escola Básica Júlio Dinis, página do Clube e do Agrupamento, assim como no Facebook da Escola Básica 2/3 Júlio Dinis, Gondomar.  

6.2 - Os concorrentes premiados serão informados, por correio eletrónico, a partir de 24 de maio de 2023 .

 

7. Prémios

7.1 - Será atribuído um prémio a cada escalão, além dos melhores trabalhos serem publicados no site do clube e eventual blogue.

7.2 – A entrega dos prémios decorrerá na festa final de ano do Agrupamento.

 

8. Autorização de utilização por terceiros

8.1 - Com a apresentação a concurso, os participantes autorizam o Clube Europeu da Escola Básica Júlio Dinis a realizar a sua eventual divulgação e reprodução em publicações ou outros meios promocionais, sendo, no entanto, sempre mencionada a autoria dos textos nas utilizações que delas venha a fazer. Os autores renunciam, também, a receber qualquer contrapartida financeira ou de outra índole, considerando ambas as partes que o objetivo dessas publicações, edições e outras seja de exclusivo interesse cultural, promocional e social.

 

9. Disposições finais

9.1 - Não poderá concorrer a este concurso qualquer elemento que seja familiar direto dos membros do júri.

9.2. Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela organização, única entidade competente para o efeito.

9.3. A participação neste concurso implica a aceitação integral do presente regulamento.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

25 de abril passo a passo - objetivos para elaboração da Banda desenhada em página A4


Faz uma banda desenhada sobre a revolução do 25 de Abril até 24 de março.



1. O que significa a data 25 de abril?

2. O 25 de abril de 1974: Como aconteceu?

 3. Os valores da democracia.


O que significa a data 25 de abril?






País pobre






Partido único

Ordem




Censura e prisão dos opositores

Emigração para fugir à miséria


Emigração para fugir à miséria e à guerra colonial


Embarque para a guerra colonial


Defesa do Império colonial







Correspondência dos soldados da guerra colonial



Legião Portuguesa

Farda da Mocidade e crucifixo da Escola Primária







Oposição ao regime
























O 25 de abril de 1974: Como aconteceu?

No final do dia 24 de Abril de 1974, o Estado Maior do Movimento das Forças Armadas (MFA) instala-se no Posto de Comando situado no Regimento de Engenharia 1 (RE 1) para dirigir as forças revoltosas.

 

Estas forças eram comandadas pelo major Otelo Saraiva de Carvalho acompanhado pelos tenente-coronéis Garcia dos Santos e Nuno Fisher Lopes, major Sanches Osório, capitão Luís Macedo, comandante Vítor Crespo e mais quatro oficiais do RE 1: Frazão, Máximo, Reis e Cepeda.





Foram combinados dois sinais para o iniciar a ação. O primeiro foi emitido às  22 horas e 55 minutos do dia 24 pelos Emissores Associados de Lisboa  com a canção de Paulo de Carvalho “E Depois do Adeus”.








O segundo foi emitido pelo  programa “Limite” da Rádio Renascença, no qual Leite de Vasconcelos colocou no ar a canção “Grândola, Vila Morena” de José Afonso,  senha para o início do golpe de Estado.

 



Às 00.30, a RTP foi tomada pelos militares,

 

Cerca das 3 horas da manhã, 10.º “Grupo de Comandos” toma o Rádio Clube Português  e é emitido  o primeiro comunicado do MFA, lido por Joaquim Furtado.

Às 6 da manhã, uma coluna de carros de combate e transporte de tropas comandada pelo capitão Salgueiro Maia instala-se no Terreiro do Paço.


Marcelo Caetano, líder do Governo, refugia-se no Comando-Geral da GNR, no largo do Carmo.

 

Às 9 horas, a Fragata “Almirante Gago Coutinho” toma posição no Tejo em frente às forças de Salgueiro Maia instaladas no Terreiro do Paço.

  

 Às 9h 35, chega ao Terreiro do Paço uma força liderada pelo Brigadeiro Junqueira dos Reis, constituída por quatro carros de combate M47, uma companhia de atiradores do Regimento de Infantaria 1 e alguns pelotões de Polícia Militar.

Dois dos carros de combate, comandados pelo major Pato Anselmo, deslocam-se para a avenida Ribeira das Naus, os outros dois comandados pelo coronel Romeiras Júnior, posicionam-se na Rua do Arsenal em frente das forças de Salgueiro Maia. Aí apelam às forças do regime para aderirem à revolta.

 

 Na Ribeira das Naus, rendem-se os dois carros de combate bem como o major Pato Anselmo.

 

 



Na rua do Arsenal, após várias tentativas de negociação, e ameaças de fogo por parte das tropas do regime, o comandante, Junqueira dos Reis, incapaz de obrigar os seus homens a disparar fica no local sem tomar mais nenhuma iniciativa.


Salgueiro Maia desloca-se com a sua coluna para o largo do Carmo. As outras unidades, comandadas por Jaime Neves sitiam o quartel general da Legião Portuguesa que se rende sem grande resistência.

 

15:10




  De tarde, no largo do Carmo, em frente ao quartel do Comando Geral da GNR, Salgueiro Maia solicita a rendição de Marcelo Caetano.

 


O povo, apesar das solicitações das Forças Armadas para se proteger em casa, enche o largo do Carmo apoiando o Movimento.


                                        Foto Alfredo Cunha

Marcelo Caetano solicta render perente um militar de patente superior, sendo chado o  general António de Spínola  que se desloca ao quartel do Carmo para o efeito.

 




Às 19 horas, Marcelo Caetano abandona o quartel protegido da população, numa chaimite.


Foto de Eduardo Gageiro, na qual o quadro com a foto de Salazar é retirado da parede da sede da PIDE/DGS.

Imagem de Henri Bureau que retrata um elemento da PIDE a ser detido pelos militares no Largo do Carmo.


Imagem dos militares na rua quando lhe são oferecidos os cravos (símbolos da liberdade) pelo resto da população.

 20h - O Rádio Clube Português emite a proclamação do MFA e o fim do governo do Estado Novo.

 “…o Movimento das Forças Armadas, que acaba de cumprir com êxito a mais importante das missões cívicas dos últimos anos da nossa História, proclama à Nação a sua intenção de levar a cabo, até à sua completa realização, um programa de salvação do País e da restituição ao Povo Português das liberdades cívicas de que vem sendo privado.”

 

20:30 - Na rua António Maria Cardoso, na sede da PIDE–DGS, elementos desta polícia política resistem aos militares do MFA, abrindo fogo e causando 4 mortos e dezenas de feridos entre militares e população que aí se tinha juntado. Só na manhã do dia seguinte será controlada a situação com a rendição incondicional da PIDE-DGS.


26 - 04 - 1974

01:30 – Primeira apresentação pública da Junta de Salvação Nacional   

A Junta de Salvação Nacional faz a primeira declaração ao país na RTP.

Terminava assim o dia que ficou conhecido como o da “Revolução dos Cravos”.

 

   3. Os valores da democracia.


3 Ds

Descolonização – pôr termo à guerra do Ultramar, negociando a independência das colónias.

Democracia – restituição da liberdades democráticas ao povo português

Instauração de um regime democrático

Desenvolvimento económico e cultural.

 



Hastear da bandeira da Guiné-Bissau, após o arreae da de Portugal, em Camjadude (CCac.5) (1974)














 

ARQUIVO RTP / PESQUISA Ana Silveira Ramos

As Peças:

“O Sinal Aguardado”

 

Reconstituição no extrato do programa “os Caminhos da Liberdade”

 “Tomada da RTP em Lisboa”

Noticiário RTP de 25 de Abril de 1974

 “O MFA revela-se”

Video: extrato do programa “O Diário do Tempo”

Áudio: Emissão do Rádio Clube Protuguês, arquivo RTP

 “A ameaça que vem do Rio”

Áudio: intercomunicações militares, arquivo RTP

 “A Ribeira das Naus é controlada pelo MFA”

Áudio: intercomunicações militares, arquivo RTP

 “Os defensores do regime não o defendem”

Áudio: intercomunicações militares, arquivo RTP

 

 

” O MFA pressiona no Carmo”

Extrato do programa “O Diário do Tempo”

 “A queda do regime”

Video: noticiário RTP de 25 de Abril de 1974

Áudio: reportagem Rádio Clube Português, arquivo RTP

 “O MFA comunica o fim do governo”

Emissão Rádio Clube Português, arquivo RTP

 “Os últimos resistentes”

Video: Reportagem alargada de 25 de Abril de 1974

Áudio: Reportagem Rádio Clube Português, arquivo RTP

 “A primeira apresentação pública” - Noticiário RTP de 26 de Abril de 1974 Fundação Mário Soares

 RTP – AUTORIA:Rui Carrilho

 

Cronologia da Revolução

24 de Abril - 22:55 horas
A transmissão da canção " E depois do Adeus ", interpretada por Paulo de Carvalho, aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa, marca o ínicio das operações militares contra o regime.

5 de Abril - Das 00:30 às 16:00 horas

Ocupação de pontos estratégicos considerados fundamentais (RTP, Emissora Nacional, Rádio Clube Português, Aeroporto de Lisboa, Quartel General, Estado Maior do Exército, Ministério do Exército, Banco de Portugal e Marconi).

Primeiro Comunicado do MFA difundido pelo Rádio Clube Português.

As forças da Escola Prática de Cavalaria de Santarém estacionam no Terreiro do Paço.

As forças paramilitares leais ao regime começam a render-se: aLegião Portuguesa é a primeira.

Desde a primeira hora o povo vem para a rua para expressar a sua alegria.

Início do cerco ao Quartel do Carmo, chefiado por Salgueiro Maia, entre milhares de pessoas que apoiavam os militares revoltosos. Dentro do Quartel estão refugiados Marcelo Caetano e mais dois ministros do seu Gabinete.

25 de Abril - 16:30 horas

Expirado o prazo inicial para a rendição anunciado por megafone pelo Capitão Salgueiro Maia, e após algumas diligências feitas por mediadores civis, Marcelo Caetano faz saber que está disposto a render-se e pede a comparência no Quartel do Carmo de um oficial do MFA de patente não inferior a coronel.

Spínola, mandatado pelo MFA entra no Quartel do Carmo para negociar a rendição do Governo.

O Quartel do Carmo hasteia a bandeira branca.

 25 de Abril - 19:30 horas

Rendição de Marcelo Caetano. A chaimite BULA entra no Quartel para retirar o ex-presidente do Conselho e os ministros que o acompanhavam, levando-os, à guarda do MFA para o Posto de Comando do Movimento no Quartel da Pontinha.

 25 de Abril - 20:00 horas

Disparos de elementos da PIDE/DGS sobre manifestantes que começavam a afluir à sede daquela polícia na Rua António Maria Cardoso, fazem quatro mortos e 45 feridos.

 25 de Abril - 00:20 horas

 A transmissão da canção "Grandola Vila Morena" de José Afonso, no programa Limite da Rádio Renancença, é a senha escolhida pelo MFA, como sinal confirmativo de que as operações militares estão em marcha e são irreversíveis. 

A PIDE/DGS rende-se após conversa telefónica entre o General Spínola e Silva Pais director daquela corporação.

Apresentação da Junta de Salvação Nacional ao país, perante as câmaras da RTP.

Por ordem do MFA, Marcelo Caetano, Américo Tomás, César Moreira Baptista e outros elementos afectos ao antigo regime, são enviados para a Madeira.

O General Sepínola é nomeado Presidente da República.

Libertação dos presos políticos de Caxias e Peniche.


Libertação dos presos de Peniche - Foto Ezequiel Campos


27 de Abril

Apresentação do Programa do Movimento das Forças Armadas.

 28 a 30 de Abril

Regresso dos líderes do Partido Socialista (Mário Soares) e do Partido Comunista (Álvaro Cunhal).





1 de Maio

Manifestação do 1º de Maio, em Lisboa, congrega cerca de 500.000 pessoas. Outras grandes manifestações decorreram nas principais cidades do país.



      1º de maio no Porto
                                                                  

1º de maio de 1974 - Mário Soares e Álvaro Cunhal entre a multidão


4 de Maio
O MRPP organiza a primeira manifestação de boicote ao embarque de soldados para as colónias. A Junta de Salvação Nacional previra a necessidade de envio de alguns batalhões de militares para substituirem a tropa portuguesa ainda em território africano e cujo período de mobilização já terminara. Pensava-se também que seria importante manter as Forças Armadas Portuguesas em África até final das negociações com os Movimentos de Libertação Africanos, com vista à independência dos territórios.

16 de Maio

Tomada de posse do Iº Governo Provisório, presidido por Aelino da Palma Carlos.

Do I Governo fazem parte, entre outros: Mário Soares, Álvaro Cunhal e Sá Carneiro .

 

20 de Maio

Américo Tomás e Marcelo Caetano, com o conhecimento da JSN mas não do Governo, partem para o exílio no Brasil.

 25 de Maio

Início das conversações com o PAIGC.